sexta-feira, 17 de novembro de 2006

AMIGAS E AMIGOS

Para descontrair um pouco no fim de semana e recordar os nossos tempos de Angola, vou deixar aqui mais umas recordações fotográficas.


Espero que gostem.


nossoskimbos.projecto-design.com/galeria.htm

do nosso amigo Victor Carilho Martins


era uma vez... Angola





Os votos de um bom fim de semana, com um "bocadinho" de chuva, também para recordar.

Never, Never, Never

Teixeira da Mota,
Eu não te disse que tinha um "single"?!...
E ainda toca, embora não tanto como a dedicatória...
Um beijão,
Julieta

Mais umas de 1975...




Ilda/Severa,
Vão mais umas fotos do jantar do BCA em Janeiro de 1975 (o último), para identificação de colegas já aqui referidos:
- Foto da esquerda, em primeiro plano, o Santos Adão, do Economato,
- Foto da direita, em plano único, como bem se impõe, o amigo Vieira, o tal "Chefe Máximo
do Pessoal Mínimo",

- Foto de baixo, esta sobretudo para avivar a memória da Ilda, o Jorge Martins, cumprimen-
tando respeitosamente a Odete, sob o olhar atento da Ilda, que, a esta hora, se está a preparar para uma valente "farra"...
Um abraço,
Julieta

APELO AOS EX-BCA


Boa tarde a todos!
Esta é a notícia/apelo que vai ser publicada no próximo OBJECTIVO, o jornal do Sindicato dos Bancários do Centro.
Esperemos que resulte.
Quem, de alguma forma, estiver ligado à Banca de cá, pode aproveitar e dar uma vista de olhos à Proposta de revisão salarial para 2007...
Um abraço,
Julieta
Na primeira estou eu, recordem-me "menina e moça", o Costa Pereira e o m/grande amigo José Ponge a condecorar outro colega.
Na 2ª. eu, o José Francisco da Encarnação Teixeira (já falecido) a condecorar outro colega e ao fundo estás tu, Teixeira da Mota.
Na 3ª. para te veres melhor, sempre c/a tua esmerada educação, e amabilidade impar, Teixeira da Mota, no "beija mão" e ainda outra colega, que não recordo o nome.
Devo informar que estas 3 fotos me foram oferecidas no Almoço de Setembro/2006 na Mealhada pela Amiga Julieta.
Recordações gratas, c/um beijinho p/todos.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

É uma realidade, sem darmos por isso passaram trinta e um anos da nossa existência. Custa a crer que o passado que tivemos esteja tão distante e tão perto. Parece que foi ontem que fomos assaltados por medos, traumas e demais formas de actos negativos. Fomos corridos de uma TERRA que amamos, que para muitos foi a sua TERRA MÃE e para outros a TERRA que os adoptou. Não, essa TERRA nunca nos fez qualquer mal, esse foi feito por mal intencionados e iluminados seguidores de doutrinas malígnas que só serviram os interesses de alguns. Felizmente com raras excepções, tudo se compôs e a G3 de que fomos alvo na nossa integração profissional se alterou e a muitos de nós foi reposto o devido valor. Não valerá a pena repetir o que todos sabemos, valerá sim reflectir para que nos orgulhemos do que fomos, do que passamos e do que somos. O mundo nestes trinta anos deu tanta volta que por vezes tudo parece um sonho mau quando nos assaltam as imagens negativas que quer queiramos ou não para sempre ficaram gravadas no nosso subconsciente, por vezes e quase sempre bom, quando vemos que recuperamos a dignidade e o respeito de uma Sociedade que inicialmente nos hostilizou e apelidou de nomes indignos e que foi mentalizada pelos mesmos iluminados que trairam as pessoas e Locais, mas que se acabou por vergar e reconhecer que tinha errado na análise e juízo de valores. E quando vejo as imagens e comentários que muitos de nós publicamos neste Blog, só me apetece gritar! estamos vivos, sobrevivemos e ainda cá estamos para o que der e vier. Vamos pois todos de mãos dadas fazer com que no futuro nos orgulhermos ainda mais de termos sido BCA, mas recusarmos a ideia de deixarmos de o ser seja porque motivo for. Esta família está muito dispersa e em muitos casos esquecida dos seus, vamos dar a volta a isto, que cada um seja capaz de encontrar alguém ou algo que o leve ao encontro, para que no futuro possamos dizer e sem demagogia, valeu a pena já somos outra vez uma família unida. Um abraço

AMIGOS, CHEGUEI...

Bastante satisfeito por fazer, mais uma vez, parte desta grande Família. Vou tentar contribuir, partilhando tudo o que sei, com todos os colegas e amigos.

- Fotos do último jantar do aniversário do BCA - realizado em 1975-

Pequenos episódios virão a aparecer aqui, pois costuma-se dizer que " RECORDAR É VIVER".

Irei também ao Baú das recordações, ver se tenho lá fotografias do nossos tempos.
Para já, para recordarem Angola, principalmente Luanda aí vão uns link's

www.aaenlh.pt/luanda.pps


www.cpires.com/fotos_de_luanda_2005.html


Espero que esta minha entrada, vos vá fazer recordar o que nós lá vivemos.

LEMBRO-ME...



…das corridas loucas até à Ponta da Ilha...

No NSU TT do Telmo, logo depois dos jogos de hóquei.
Às vezes, até a minha mãe alinhava…

…da “Claque” do BCA,

Com toda a gente a querer ficar ao lado do Telmo (imaginem a confusão…) e com o Luís Filipe, um miúdo das informações, que, sempre que a falta era nossa, insultava o árbitro da melhor maneira, dizendo educadamente:

- Meu este! Meu aquele!
- Sua esta! Sua aquela!

…dos Bancos da Mutamba com a Estefânia ...

Viciadas em Palavras Cruzadas de tudo o que era jornal, aguardávamos o instrutor das minhas aulas de condução. Foi em 1970, num Toyota Corolla amarelo. A Estefânia ia sempre comigo. Mulher de coragem!

…de não ter carro mas de ter muitos Amigos...

O primeiro carro que conduzi, logo após o exame de condução, um Datsun 1200, propriedade do Manuel de Almeida, outro Ex-BCA, grande amigo dos velhos tempos. O destino era o Futungo de Belas, longe de casa, para eu estar muito tempo ao volante.
No 1º controle, o imprevisto acontece. Tinha deixado a carta de condução em casa. A polícia perdoou. O Manuel nem queria acreditar!

…de ser Accionista da CUCA...

Para termos direito à Cooperativa.
A Ilda lembra-se, de certeza, do valor desse investimento.
Cheguei a pensar que era uma pessoa importante…

…do Lemos das fotocópias

Sempre disposto a resolver os problemas do verniz no “Stencil” para disfarçar as “gralhas”

…do Domingos e o seu carrinho do café

Mal ouvia o barulho das chávenas no corredor, lá estava eu.
Não podia falhar o café do Dr. Vicente Arraia.


…dos Cocktails no 20º andar

Com tantas vitórias para festejar, não faltavam pretextos.

…do Altamiro Figueira

Que fotocopiava os meus versos e distribuía pelo pessoal da “claque” já dentro dos estádios.

…do disco do Nelson Ned

“O que é que você vai fazer Domingo à tarde?”

Que o Anapaz um dia me ofereceu.
Um amigo simpático.

…da Praia do Dongo

O Artur e o Couto Cabral faziam, quase sempre, parte do grupo. O Bronzaline era da comunidade até o Artur nos ensinar o truque da Coca-Cola.

…de ajudar a Ilda

A embrulhar os brinquedos para as Festas de Natal das criancinhas

…do “stand” do BCA na Filda.

À noite, quase à hora de fechar, a Miraldina e eu a comer pão quente.
Tinha transporte assegurado no regresso.
Era um Fiat ? E o nome do motorista? S.O.S. Teixeira da Mota!

…da paciência do Veloso da Inspecção

Que, depois do almoço no 6º andar, se esforçava para me ensinar a jogar xadrez.
O professor era óptimo, eu não fui capaz de aprender.

Mas, sinceramente não me lembro ...

Do nome do “Chefe Máximo do Pessoal Mínimo”.

É grave, mesmo muito grave…

Prometo voltar,
Se de mais coisas,
Entretanto me lembrar.

A Lourdes Dubois



Quem se recorda dela?

A Lourdes Dubois, veio da "Fazenda Publica", aqui os Serviços de Finanças, com o Snr. Avelino Barreto, para iniciar no BCA o "Serviço de Administração de Propriedades". Esse serviço inicialmente foi inserido na mesma sala do 1º. Andar, onde já funcionava o Serviço de Pessoal, Secretaria e Contencioso, mais tarde todos eles desmembrados, p/outras Salas e outros Andares.

Era uma colega, com um espírito "Alegre", como tenho visto poucos. Ao pé dela ninguém ficava triste, eram dias de gargalhada pegada. Criei, c/ela uma verdadeira amizade, a qual como muitas outras, c/a vinda de Luanda, se perderam no tempo. Há uns anos estive c/ela, num dos almoços de convívio, já "kotinha", cabelinhos todos brancos, mas sei p/Borba, que ainda está entre nós.

Soube que não tinha ido ao almoço, por não ter quem a levasse, mas só soube disto, quando já estava na Mealhada.

Vou mandar algumas fotos do "antes" (Angola) e do "depois" (No tal almoço onde a encontrei), para a recordarem.
Quem se recorda destas Colegas?
Eu digo já quem são. A Manuela Martins da Contabilidade,
eu (Ilda Simões) e a Ilda Alves Mendes (Mulher do Joaquim
do Carmo Amaral), n/Colega na Tesouraria, até se casar.
Severa,
Para nos veres agora, no "encontro" de 16/09/2006, na Mealhada, ao
lado do Simões está o Gustavo e ao m/lado a Paulina.

O Renato Santos vai começar a escrever no nosso blog

Bem vindo ao blog ex-BCA's

um abraço

B.L

(post de teste - user Renato Santos)

terça-feira, 14 de novembro de 2006

A VIDA É UM TEMPO SEM TEMPO

Inspirado pelo poeta que mais filosofou sobre a Vida, aqui reapareço no blog (excelente ideia!) dos ex- BCA's, acedendo a um convite irrecusável do Amigo António B. Lopes. Espero não defraudar as expectativas da Severa, Ilda, Julieta e dos demais Companheiros e Companheiras de um tempo de vida que a todos nos envolveu. Definitivamente.

Porém, antes de revisitar memórias partilhadas - o que reservarei para outras crónicas - peço licença para vos trazer uma síntese do meu percurso profissional em Portugal, reportado aos tempos da viragem do século. Dobrem, pois , as folhas do calendário e detenham-se em 1976 e tempos sucedâneos. Arrumo os factos cronologicamente, como convém:

1976 - Regressado em finais de Setembro de 1975, logo recusei o (re)ingresso na banca ( G3 era a classe/nível para a retoma da actividade, lembram-se? ), dando disso nota - em carta frontal e com alguma relevância para os tempos que corriam - ao então Secretário de Estado do Tesouro...curiosamente meu Presidente 25 anos depois. É assim a vida. E eram esses os tempos.

1976-1978 - Fiel à minha decisão de recusar ignomínias, por sempre entender que os bancários regressados de Angola tinham iguais ou superiores competências aos bancários instalados, ingressei na Compave, empresa de promoção imobiliária, cujo Presidente era ( imaginem ! ) o Dr. Nunes da Glória, nosso antigo Director Geral, que apresentou a minha candidatura à prévia anuência da Comissão de Trabalhadores...Inteligente, como sempre o reconhecemos, o Dr. Nunes da Glória ( falecido em 2006 ) iniciou a reunião com a CT e saiu da sala estrategicamente, poucos minutos depois, deixando-me perante sete "brilhantes" cabeças, convencidas de importância nenhuma. Meia hora depois, estava admitido como Chefe dos Serviços Comerciais e por lá me mantive até 1978, com a CT e os restantes 40 colaboradores da Empresa quase transformados em amigos de peito.

1979-1996 - Em finais de 1978, a nossa querida Amiga, Severa Álvares T. Almeida, surpreendeu um anúncio num jornal dito "de referência" para as funções de Chefe do Serviço de Relações Públicas de um Banco. Telefonou ao "chefe", como carinhosamente me tratava, viva, grata e interessada como sempre. Com alguma relutância, acabei por responder ao anúncio. Um longo e exigente ( como inesperado ) concurso, plasmado em bastas provas e 6 meses ( !!! ), ao lado de 40 concorrentes da banca e da indústria, muitos deles especialistas noutras artes...

Em Março de 1979 - por concurso público e não caindo de "paraquedas"- aterrei no Banco de Fomento Nacional, onde reencontrei três ex-Colegas do BCA: o Manuel Marques dos Reis ( lembras-te, Joaquim Amaral ? ), que chegou-por mérito próprio- a Subdirector, o Abel Carvalho e a Maria Helena, que esteve no BCA-Lobito. Os dois últimos, anos mais tarde, transferiram-se para outros bancos emergentes e perdi-lhes o rasto. O BFN ( depois BFE ) foi assim a minha 2ª. escola profissional, já que a 1ª. é propriedade moral do BCA. Subdirector, Director desde 1992 e Director coordenador de Comunicação e Imagem do Grupo BFE ( que incluía o centenário Banco Borges e uma mão cheia de Participadas estratégicas )- eis a minha carreira ao longo de 17 anos.

1996-2004 - Adquirido o Grupo BFE pelo Banco BPI, em controverso concurso público, cedo verifiquei que, aos 58 anos e originário do Banco opado, estaria destinado a aceitar o logro de uma miseranda reforma antecipada ou...lutaria, num desgastante jogo de sombras, para defender os meus direitos. Foi o segundo grande combate da minha vida: saí do Banco apenas em 2 Novº. 2004, ao perfazer 65 anos, desiludido com uma gestão arrogante mas devidamente ressarcido, em sede própria, de todos os danos patrimoniais e morais.

Esse foi, como calculam, um outro "tempo sem tempo", mas prevaleceu o valor da dignidade. Descobri que o amor próprio não fenece com a idade, antes se refina. O Marques dos Reis trilhou o mesmo caminho e venceu, numa luta paralela que só o valorizou, como homem, profissional e jurista ( licenciou-se, ao serviço do BFE ).

2004-2006 - Depois de alguns meses de descanso ( e viagens ), entendi que devia ocupar o meu tempo sobrante de 3 fantásticos Netos na actividade editorial e como Consultor/formador na Área da Comunicação Empresarial. E, como acontece normalmente a quem se realiza noutros campos, espero reservar interesses e disponibilidade para actividades de cariz social, numa postura de solidariedade que, aliás, sempre mantive com os que me rodeiam. Em Angola, como em Portugal.

Não vejam nesta resenha autobiográfica a menor sombra de auto-satisfação, sequer de afirmação pessoal. Mas há confidências que só se fazem aos Amigos.

O texto, escrito ao sabor do razão e não das emoções, vai longo. Serei mais contido nos próximos contributos, que abordarão factos, pessoas e lugares bem mais interessantes para a Família BCA.

E sendo "a vida um tempo sem tempo", façam o favor de não "lagrimar" ( Mantorras dixit ) e sejam felizes.

Um grande abraço do

Luís Teixeira da Mota