domingo, 14 de janeiro de 2007

Ao colega j.pedro

Apenas uma resposta

Fui alertado para um "comentário" ao meu post sob o título "Cobra? Quais cobra?!...
Venho responder, por esta via e por não ter outra forma de o fazer, ao pedido que me foi feito por j. pedro e peço que me informe quando ler esta resposta.
Se, como me pediu,pretende compar o livro de Joaquim Serra, poderá contactar com o autor através do mail: joaquimdelisboa@yahoo.com.

Um abraço.

PS: se tiver dúvidas ou quiser outro esclarecimento pode contactar-me para ateixeirinha@netcabo.pt. Devo esclarecer que não tenho quaisquer interesses nas vendas do livro nem conheço pessoalmente o autor, mas acho que o livro se lê com agrado e nos recoduz a situações que nos são comuns de vivência em Angola.

Ao Borges Lopes peço que, daqui a alguns dias retire este post dado o seu interesse restricto e pressupondo que o colega j.pedro já então o terá lido

sábado, 13 de janeiro de 2007

ANTÓNIO AUGUSTO BORGES LOPES-09/01/2007

Rectifico que a data de aniversário do Borges Lopes, foi em 9 de Janeiro, apesar de ter pedido a Jr. para me conseguir saber ao certo, por lapso informou-me que era a 13. As minhas desculpas e mais uma vez os Parabéns atrasados.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ANTONIO AUGUSTO BORGES LOPES - 09/01/2007

PARABÉNS A VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA.

Neste dia, desculpando a inconfidência, a Ilda e o Luis Simões, o Luis Jr. (Zoca) e a Rute, desejam-te um dia muito feliz em companhia de todos os que te são queridos, especialmente a Alice. Que tenhas tudo de bom na vida, como mereces, e que não esqueças quem sempre se lembra de ti. Muito obrigado por toda a ajuda que nos tens dado, a mim a nível do PC, e ao Luis Jr.(Zoca), porque, desde que o conheceste , não só tens sido cliente assíduo como lhe tens apresentado outros clientes teus Amigos, e diz o ditado "quem nossos filhos beija, nossa boca adoça".

Para ti hoje (13.1.2007), que o almoço corra muito bem e seja do teu agrado. De nós mil beijinhos de Parabéns.

Convite para participar no nosso Blogue





Todos os "ex-BCA's" (Angola, Moçambique, Lisboa, Macau e S. Tomé) estão convidados a participar neste BLOG através de comentários, como habitualmente.

Quem pretender introduzir os seus próprios artigos (colaborador ) deverá manifestá-lo por e-mail, para (aborgeslopes@gmail.com) . Neste caso, também por e-mail, receberá o respectivo "Convite".

Também poderá enviar artigos e/ou fotos, via email, a um dos "colaboradores" que, referenciando o seu autor, efectuará a respectiva publicação.

Abraço a Todos
Borges Lopes

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

BREVE COMENTÁRIO

Janeiro, primeiro mês do ano. Normalmente é neste mês que todas as actividades se debruçam mais no activo e menos no passivo. Pela experiência profissional que tive, é nesta época que se marcam as metas para alcançar os objectivos. Quase sempre marcantes por aumentar o volume em relação ao ano que findou. Sempre e sem raríssimas excepções somos confrontados com o eterno problema mais e sempre mais. E tem razão o que aposta nesta teoria, senão vejamos: é em anos de fartura que mais se deve trabalhar, mas também é em anos menos bons que também se deve fazer o mesmo e é aqui que aparece a fábula da cigarra e da formiga.

Não me parece saudável começar com dúvidas, tão pouco com fantasias. O que é saudável é confiarmos na nossa intuição, na nossa experiência, no nosso brio e aqui fazer finca-pé e remar, remar, remar, nem que seja contra a maré. O ano que agora começa é jovem, está cheio de saúde, devemos ter esperança e marcar os nossos objectivos. Maio é o nosso mês, mas não é o fim de carreira, outros Maios ou Agostos se seguirão, todos eles com objectivos muito comuns a todos nós.

E qual é o nosso principal objectivo meus amigos. Para mim é viver, um dia de cada vez e o melhor possível, mas para o viver bem devo ter confiança em quem? Com certeza que em mim, sempre em mim e naqueles em quem eu confio e amo.

Deixo-vos um desafio, gostem de vós, cumprimentem-se quando olham no espelho, normalmente a primeira pessoa que vemos quando nos levantamos somos nós, não damos grande importância a isso, mas deveríamos dar. Colaboremos uns com os outros, troquemos ideias, participemos nos projectos de quem nos apoia. Não nos esqueçamos nunca de que somos muito pequenos quando estamos sós.

Um abraço meus amigos.


A coragem do dedo na ferida...

Alguém terá de o fazer e quem melhor do que eu, sempre polémica, para dizer o que penso!

Registo, com alguma tristeza, que o Blogue dos Ex-BCA já não tem a mesma vida, a inércia é notória e a tal dinamização, apesar do incansável esforço do Borges Lopes, teima em não existir.

Tento, conscientemente, encontrar motivos para que o desinteresse se tenha instalado.

Não restam dúvidas que o “saldo”, para utilizar o termo da actividade de uma vida inteira, é positivo e esse saldo é a nossa amizade que será sempre bandeira nos momentos em que estivermos juntos .

No entanto, apesar da carga positiva, a verdade é que as conversas entre as pessoas são feitas de sentimentos ou situações comuns, vividos antes ou depois do BCA, de lugares ou acontecimentos que, de algum modo, dizem respeito aos intervenientes dessas conversas e parece-me que os nossos lugares comuns esgotaram-se...

Talvez o facto de nos termos separado e as nossas vidas terem seguido rumos diferentes, com novas vivências, novos objectivos e outras preocupações, seja a causa principal deste vazio num espaço que se previa tão animado.

Haverá soluções, com certeza, mas é preciso que o desafio seja assumido por cada um de nós, não só pelos que contribuem mas também pelos autores dos comentários.

Às vezes é bom parar, mas que seja para pensar, para descobrir o que falta e para fazer o que é preciso!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

COISAS DE ANGOLA (7)

O mercado de selos, na capital do país, é completamente dominado pelo sector informal. Na reportagem que se segue, o Jornal de Angola procura, de algum modo, mostrar como funciona o negócio dos selos. Um mercado, segundo as fontes contactadas pelo JA, lucrativo, mas que não deixa de ter o seu lado misterioso, porque, salvo raras excepções, ninguém dá a cara.





COMÉRCIO INFORMAL DOMINA A VENDA DE SELOS EM LUANDA.



Graciete Mayer





Cristina Adelaide, 23 anos, dirige-se ao Serviço Notarial, situado na Marginal de Luanda. O seu objectivo é reconhecer a declaração de compra e venda de um automóvel de marca Peugeot recentemente adquirido. Com o documento à mão, pára à entrada e, pouco depois, é interpelada por cinco jovens. "Madrinha que tipo de selos precisa?", perguntam quase em uníssono os cinco jovens, na perspectiva de buscar alguns trocados.
"Preciso de três selos de cinco kwanzas", respondeu a jovem Cristina, ao que o mais rápido dos cinco jovens se prontificou fornecer sem antes deixar de lembrar que "cada selo de 5 kwanzas custa 50 kwanzas".
Cristina Adelaide, certamente conhecedora do esquema, não titubeou e estendeu os 150 kwanzas para os três selos de cinco kwanzas que necessitava para o processo de legalização da viatura que adquirira recentemente.
Feito o "negócio", dirigiu-se de imediato para o Cartório Notarial.
O processo repete-se. São mais de 15 jovens que diariamente interpelam cidadãos que ali se deslocam para reconhecer documentos. Um deles é o jovem que se identificou apenas por Tozé, de 25 anos. Conta que começou a vender selos há mais de quatro anos, influenciado pelo primo. Diz, entretanto, que no princípio achou que o "negócio" dos selos não ia dar nada, pelo facto de na altura se registar pouca procura.
Hoje, porém, diz que a situação é outra. O negócio é a sua fonte de sustento. Tozé adquire os selos a partir de um jovem que todos os dias de manhã, às 8 horas, e, à tarde, às 14 horas, passa pela marginal de Luanda. Diz que o indivíduo, cujo nome preferiu omitir, é pontual. Normalmente apresenta-se de maneira dissimulada, como se fosse mais alguém que pretende reconhecer um documento.
Com um envelope, no qual transporta uma grande quantidade de selos, é o principal fornecedor de todos os revendedores da Marginal de Luanda.
Pacientes, esperamos até à chegada do misterioso fornecedor de selos. Às 14 horas em ponto lá estava o homem. Interpelado pela nossa reportagem, o "homem dos selos" disse que os revendedores pagam por 50 selos de cinco kwanzas a quantia de mil kwanzas. Trocado por miúdos, os revendedores pagam-lhe 20 kwanzas por cada selo de cinco.
Onde é que vai buscar tantos selos?, quisemos saber, mas o homem, conhecedor da célebre frase de que o segredo é a alma do negócio, foi logo respondendo: "são fontes e eu não posso dizer, madrinha!", para depois subir numa moto e arrancar a toda velocidade.
Em pouco menos de dez minutos, o homem vendeu mais de dez lâminas de selos. Para o leitor ter uma percepção do quão rentável é o negócio, basta dizer que cada lâmina tem o formato de uma folha A4.
Tozé, o nosso cicerone de ocasião, diz, também ele, desconhecer a fonte primária de aquisição dos selos, mas aventa a hipótese de ser alguém do Ministério das Finanças. "Ele vende-nos todo o tipo de selos, principalmente o de cinco kwanzas. Normalmente, o jovem da moto vem sempre de forma camuflada, para não dar nas vistas, o que faz pensar que tem alguém no Ministério das Finanças", refere.
O revendedor de selos acrescenta que existem outras fontes de aquisição, como são os casos do mercado Roque Santeiro, São Paulo, algumas tabacarias, localizadas nas imediações do Ministério das Finanças, que por razões óbvias preferiu não mencionar, e até mesmo algumas Repartições Fiscais de Luanda e de Viana. Diz quem conhece o "metier" que algumas tabacarias da Baixa de Luanda são autênticos serviços notariais, em que o cidadão interessado em tratar qualquer que seja o documento, desde registos criminais a atestados médicos, só tem de largar a quantia exigida. No dia seguinte ou, no máximo, em três dias, o documento chega-lhe de certeza às mãos. Este é também um verdadeiro negócio das arábias.
Mas, voltando ao negócio dos selos, outro estratagema utilizado para adquiri-los em grandes quantidades nas Repartições Fiscais consiste no "trato" com pessoas que trabalham em grandes empresas e que lidam com esse sector público. "Normalmente fazem uma declaração com o objectivo de comprar uma grande quantidade de selos para depois os revenderem ao preço de 900 a 1000 kwanzas aos putos da Marginal e de outros locais de Luanda", disse uma fonte ao "JA".
Há tempos, prosseguiu a fonte, fez um negócio com um jovem trabalhador da Sonangol, que elaborou um pedido para a compra de dez lâminas de selos ao preço de 250 kwanzas cada e foram revendidos ao preço de mil kwanzas. E aponta como principais instituições que efectuam tais operações as do município de Viana e a Repartição Fiscal do 3º Bairro de Luanda.
Conta que são operações muito melindrosas, que em alguns casos envolvem trabalhadores destas repartições fiscais, que, como é evidente, também tiram os seus dividendos. "A vida está difícil para todos, cada um come onde trabalha", disse sorridente.
Uma outra fonte de aquisição de selos é a província do Uíje. O jovem Eduardo Noé, 22 anos, diz que tem comprado a partir de uma senhora que vem do Uíje e traz em média 30 a 40 lâminas de vários tipos de selos de oito em oito dias. Ela vende cada lâmina ao preço de mil kwanzas.
Eduardo Noé, que vende selos há mais de dois anos à frente do Primeiro Cartório Notarial de Luanda, tem lucrado 1.500 kwanzas com a venda de 50 selos de cinco kwanzas.
Diariamente pode chegar a vender uma ou mais lâminas. Tudo depende, também, da localização dos estabelecimentos públicos e do período de matrículas nas escolas, sendo este mês de Janeiro o tempo em que se factura à grande e à francesa.
Actualmente, os selos mais solicitados são os de 5 kwanzas. Os restantes, nomeadamente de 1 kwanza, que por norma era o usual e foi substituído pelo de cinco, tem muito pouca procura. Os de 20, 30 e 50 kwanzas também são pouco procurados.
Além de jovens do sexo masculino, algumas kínguilas optaram igualmente por este negócio, pelo facto de estar a dar muito mais lucros do que vender e comprar dólares. E também por ser mais seguro. Dificilmente os revendedores de selos são importunados pelos ladrões e, muito menos, pelos fiscais, porque é um negócio fácil de camuflar.
Diz quem sabe que vender selos à frente dos notários "é que está a dar".
É o caso de Dona Joaquina, 53 anos, que era kínguila há mais de 10 anos, mas que decidiu enveredar por este negócio, "porque é que está a dar o sustento lá em casa". Diz que o câmbio já deu, mas hoje, estabilizada que está a moeda nacional, o kwanza, "não dá para viver". Ela compra os selos no mercado Roque Santeiro e na Repartição Fiscal de Viana.
Numa ronda efectuada aos Serviços Notariais, Registo Civil, tabacarias, Repartições Fiscais e até mesmo em algumas escolas de Luanda, Jornal de Angola deu conta de uma gritante falta de selos para o reconhecimento de documentos.
Alguns inquiridos alegaram que têm dificuldades financeiras para a sua aquisição. Outros, muito poucos, indicaram que tinham apenas selos de 20, 30 e de 50 kwanzas, enquanto os de cinco kwanzas adquiriam-nos, também eles, na rua, ao preço de 50 kwanzas.
Por isso, muitos são os cidadãos que até hoje desconhecem os locais autorizados a comercializar estampilhas fiscais (selos). Este é o caso de C. André, 23 anos, que diz que há mais de quatro anos que vem comprando selos nas proximidades dos Serviços Notariais de Luanda.
Ele não se lembra de ter alguma vez comprado selos nessas instituições. A informação que sempre recebeu é que deveria adquiri-los fora. Já Eduardo Ambrósio, 40 anos, funcionário público, lembra que antigamente os selos eram comprados nas tabacarias e nos Serviços de Registo Civil.
"Agora nós vamos para estas instituições e quase nunca encontramos selos"", refere, apelando a quem de direito no sentido de normalizar a situação.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Onde estão os Ex-BCA's ?


Resolvemos incluir no nosso blog, um inquérito, para sabermos onde “param” actualmente os Ex-BCA’s.

Esta sondagem não tem outra finalidade senão a do aspecto lúdico e da satisfação da nossa curiosidade.


Poderá, no entanto contribuir para a decisão da escolha dos locais de encontro para os nossos convívios. Porque não fazê-lo já para o encontro que se realizará em Maio deste ano?

Participe, e colabore, respondendo.

Mantenha este seu blog “animado”!

COISAS DE ANGOLA (6)

RESTOS DE COMIDA, SACOS, GARRAFAS E LATAS VAZIAS "DANÇAM" NAS ONDAS.

O DESRESPEITO PELA ILHA DO MUSSULO.



2007-01-06 10:27:30






A ilha do Mussulo, em Luanda, apresenta-se pejada de lixo, situação que retira alguma beleza ao lugar paradisíaco como é considerado. Em muitos pontos da ilha é visível a quantidade de lixo como garrafas de bebidas diversas, restos de comida, sacos, embalagens de produtos vários e latas vazias.

O espectáculo constrange sobretudo na “língua” da espectacular ilha da capital angolana, onde o lixo se mistura à areia branca e às conchas acastanhadas que o mar lança para a beira.

O mesmo espectáculo é visto na superfície do mar, onde garrafas e latas “dançam” nas sua ondas , o que pressupõe que nas suas entranhas exista uma quantidade incomensurável destes detritos e outros resíduos.

A festa de Natal e de fim-de-ano e o feriado de 4 de Janeiro levaram à ilha centenas de milhar de visitantes, tidos pelos habitantes do Mussulo como os principais causadores da referida imundície.

«As pessoas que vêm para a ilha é que sujam as praias do Mussulo» argumentou um cidadão local ao “O Apostolado”. Já se fizeram muitas campanhas, mas somos sempre nós a fazê-las para que os que vêm de Luanda voltem a sujar a areia e o mar», disse um outro popular.

Organizações que trabalham para a protecção do ambiente consideram o Mussulo como estando muito próximo de um desastre ecológico, não só devido à lixeira em que vem transformando, mas também às construções de betão armado que se vão erguendo.

O Apostolado procurou ouvir, a propósito, a reacção da Administração local, mas não foi bem sucedido.

De qualquer dos modos fica o alerta às autoridades competentes, às organizações pró ambientais e à sociedade para o caos em que está mergulhado o Mussulo banhado por um mar outrora de águas bastante límpidas, hoje, segundo cidadãos, de qualidade duvidosa.

Duvidoso pode mesmo ficar o turista nacional e sobretudo estrangeiro, que entenda aventurar-se pelo Mussulo, quando verificar as más condições balneares que a ilha oferece no momento.

Rasgando o mar a Sul da capital angolana, a Ilha do Mussulo, um banco de areia algo estreito mas de bastantes quilómetros, fez desde sempre as delícias dos seus visitantes. Nos últimos 10 anos foi «assaltada» por «muito boa gente», que começou a disputar cada pedaço de terra do lugarejo, o que levou, inclusive, a mudanças radicais na vida animal e das próprias populações locais.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

PITÁGORAS-TODAS AS COISAS SÃO NÚMEROS

Foi por acaso que encontrei esta afirmação (título) numa pesquisa que fiz. Estou perfeitamente de acordo com ela.

Desde que me incumbi de colaborar na execução da lista de Ex-Colaboradores do Ex-BCA, tenho encontrado coisas muito curiosas que nem me lembrava da sua existência.

É com profunda alegria que constatei e apesar do BCA ter tido um quadro de Pessoal muito grande e até ao momento o Grupo ou o número de pessoas inscritas não corresponder de forma alguma ao seu número, constato que somos poucos mas bons e muito interessados em fazer perdurar a Casa que nos Empregou e apoiou sempre que precisamos.

Tenho recebido muitos apoios e mensagens de vários cantos deste País, Ilhas e Mundo.

Como dizia Um Homem de Angola já desaparecido do mundo dos vivos JORGE PERESTRELO: “ É DISTO QUE EU GOSTO MINHA GENTE”. Pois também é disto que eu gosto, tenho a certeza e mesmo que o número de inscritos não se altere vamos fazer em Maio deste ano o maior encontro e convívio de sempre.

Vou acabar como comecei "TODAS AS COISAS SÃO NÚMEROS [Pitágoras]", por isso em nome de todos nós agradeço ao número activo de Ex-BCA a sua preciosa colaboração, estejam todos atentos, vejam, participem e divulguem o Blog e na próxima confraternização vamos todos estar presentes e colaborar para que Maio seja o nosso mês.

Bem hajam.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

COMO SERIA O "NOSSO" MUSSULO?

Como seria o MUSSULO, em ponto pequeno, claro!






O "nosso" amigo Belmiro de Azevedo não brinca em serviço...
Como tal a sua publicidade ao mega investimento em Tróia já corre o Mundo...
Aliás, todos os países menos Portugal... vejam o filme, vão até ao site:

http://www.arqui300.com/movies/flash/flvsonae.swf




DELICIEM-SE A VER O FUTURO QUE NOS ESPERA...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Caixa de diálogo (3) - AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Prólogo

Depois de lerem ontem a Caixa de diálogo (2), não resisto a contar-vos, neste primeiro sorriso de 2007 – como diz a Severa – uma segunda historieta, com o mesmo palco (BCA), feita constar no tal livrinho destinado a estudantes de Relações Públicas.
Esta, como a primeira, contada em estilo divertido, fez parte de um “processo de aprendizagem” – lembrado pelo Teixeirinha – por que todos passámos e que conduziu a estádios de competência…porque tínhamos a humildade de aprender, a vontade de corrigir e o apego aos valores da imagem institucional. Com todo o respeito pela figura e pelo seu apostolado marcante, sorriam, pois, com

AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Início dos anos setenta. No 20º. andar do Edifício-sede de um Banco em Angola – com uma leitura fantástica de quase 360º sobre a linda cidade de Luanda – tem lugar um jantar de cerimónia com as mais altas Autoridades locais. Convites extensivos às Senhoras.

O número e a qualidade dos convidados permitia um belo e equilibrado plano de mesa, com total obediência às regras protocolares, dado que possibilitava ao organizador – jovem técnico de R.P. a debutar nestas lides – intercalar Cavalheiros e Senhoras, com o especial cuidado de não juntar os casais.

Presenças confirmadas. Sala requintada. Serviço recomendado. Ambiente formal, mas de grande cordialidade.

E o imprevisto acontece: no último minuto, com os convidados prestes a ocupar os lugares marcados, o organizador é avisado de que faltava uma das Senhoras. Este vosso amigo segue a regra nº 1 de um técnico do protocolo: não entrar em pânico. E, num rasgo de audácia, em breves segundos, troca 2 marcadores de mesa e faz avançar delicadamente para o lugar da Senhora faltosa…o Arcebispo. Distraído ou por sua infinita bondade, Sua Excelência Reverendíssima ocupa humildemente o lugar que lhe destinei e, no final do jantar, não se esqueceu de agradecer ao anfitrião e aos companheiros de mesa as deferências recebidas, sem esquecer um cumprimento especial aos cavalheiros que o rodearam.

O último dos convidados a sair do salão, meu amigo pessoal e militar de profissão conhecido pelo sentido de humor e fidalgas maneiras, abeira-se do jovem organizador e segreda-lhe, com ar maroto e paternal: “Esteve tudo muito bem…mas lá porque o Arcebispo usa “saias” não convém pô-lo no lugar de uma Senhora…”

Esta foi para o debutante organizador a 1ª. lição prática de Protocolo Empresarial. E Deus por certo já lhe perdoou a ousadia.

Luís Teixeira da Mota

Luanda - Mais uma mini-história…

Decorria o ano de 1968, como já escrevi antes, e instalava-se o Serviço de Informática, no BCA. Também já disse que um nosso companheiro de profissão, o sr. Manuel Soares, do BPA, Lisboa, nos acompanhou nesta fase de arranque. Como não tinha familiares em Luanda, nós, os já residentes, fazíamos-lhe o máximo de companhia possível. O trabalho, como já foi dito, nesta fase, deixava-nos poucos “tempos livres”. Ainda assim, tentávamos rentabilizá-los em convívios e distracções.

Aconteceu que nesse ano, se deslocou a Luanda, uma “Companhia Tauromáquica”, vinda de Portugal, a fim de se exibir perante os “aficionados” nesta cidade angolana.

Ora o nosso amigo Soares incluía-se nesse grupo. Lisboeta de gema (morador em Alfama) era muito ligado também às terras ribatejanas. Nunca faltava às festas taurinas de Vila Franca de Xira, da Moita e de Alcochete.

Então, o Miguel e eu, num domingo, lá o acompanhámos à tourada, na praça de Touros de Luanda, para mim a primeira a que assisti ao vivo.

Havia grande entusiasmo, não era todos os dias que Luanda nos proporcionava um tal acontecimento.

Após as cortesias da praxe, inicialmente, com a apresentação dos participantes, bandarilheiros, peões de brega, toureiros, cavaleiros e forcados, director da corrida, não esquecendo também o “inteligente”, tudo gente vinda da dita “Metrópole”, só não me lembro, se havia também “orquestra” local, a tocar o trecho da ópera Carmen, que costuma animar os grandes momentos das touradas; começou então, a tourada propriamente dita.

Soa na praça o clarim da refrega. A partir desse momento, não importa se o lugar que ocupamos é sol ou sombra, camarotes ou barreiras. Entra o toiro, também ele vindo desse cantinho da Europa. O espectáculo teria que ser “completo”, e tinha todos os ingredientes para cativar e convencer os aficionados destas terras angolanas.

Depois da expectativa habitual, em que o público avalia a bravura do touro, através do seu comportamento à entrada da arena, antes dos “curtos” ou “compridos” das “chiquelinas” ou “verónicas”, deu-se então a surpresa das surpresas, o toiro, sem que ninguém lhe tocasse, começou a sangrar abundantemente, pelo lombo abaixo!

Ouvem-se assobiadelas e um grande alvoroço, e eu sem perceber o que se passava. Entretanto, a tourada continuava…

Soubemos depois que a empresa organizadora, nesta vinda a Angola, investira pouco na quantidade de toiros; os animais tinham já sido lidados no dia anterior, neste mesmo local, e sido bastante maltratados pelos bandarilheiros.

Para mascarar a situação cobriram as feridas com gesso que depois foi pintado com tinta preta… Só que o disfarce não resultou! O gesso estalou e estalou também a bronca…

Para mim, que nem aprecio corridas de touros, foi-me indiferente, mas o nosso amigo Manuel Soares ficou furioso, e com razão, pois sentiu-se traído no seu brio de verdadeiro aficionado. Infelizmente, este amigo, já não está entre nós. Paz à sua alma.

Assim, aconteceu em Angola em 1968.

BOM ANO !

BL

Primeiro dia do ano...

No primeiro dia do ano, fez questão de nascer mais um ex-Bca...

Eduardo Alberto Correia de Freitas Pessoa de Amorim
Parabéns Eduardo Amorim!

domingo, 31 de dezembro de 2006

Alguma simbologia do número 7...


7 é o simbolo da perfeição
7 é o número do mistério
7 anos tem o ciclo da vida
7 é o número da criação
7 são os elementos da natureza
7 as virtudes humanas
7 notas tem uma escala musical
7 são os sacramentos
7 chakras tem o corpo físico
7 dias tem a semana
7 cores tem o arco-íris
7 são os pecados capitais
7 cordas tem a lira
7 vidas tem o gato


Quando a meia-noite trouxer o Ano de 2007 podemos começar a sonhar...


Feliz Ano Novo!

Caixa de Diálogo (2) - O Selo Branco Voador

Aviso prévio

A “Caixa de diálogo” assume desta feita a particularidade de um diálogo surdo entre o homem e a máquina, a um tempo insólito e divertido como convém a uma Passagem de Ano.

Recortei esta historieta, passada no BCA em 1970, de uma série de pequenas crónicas que, em tempos pouco recuados, escrevi a convite de um professor do Instituto Superior de Comunicação Empresarial – convite esse extensivo aos mais antigos profissionais de Relações Públicas do País – reportando extractos da minha vida empresarial que contivessem um fim pedagógico para os seus alunos.

Assim, para me situar perante leitores-estudantes, arredei um estilo sério e pseudo-magistral, conferindo ao texto um tom aligeirado e bem- humorado, apontado a uma máxima final com o “tal” sentido pedagógico.


Atentem, pois na história ( com fotografia a preceito ) em versão original e, com ela, subam por instantes ao 1º. Andar do Edifício-Sede do BCA, melhor dizendo à ampla e bonita sobreloja que abraçava o imenso hall das nossas memórias.

O SELO BRANCO VOADOR

A cena passa-se em Luanda, no salão nobre de um Banco. Um dúzia de dirigentes à volta da mesa, com ar formal e pose fotogénica, prepara-se para assinar importantes documentos, caucionadores de um convénio e da extensão das actividades financeiras ao exterior.

Este vosso amigo, jovem de vinte e tal anos, recém-formado nas lides das Relações Públicas, assiste, entre curioso e atento aos pormenores, convicto de que estava ali exactamente para resolver qualquer problema.

O documento-matriz circula, para recolha de assinaturas, entre os principais dirigentes e finaliza o circuito nas mãos do Vice-Presidente, que ocasionalmente tinha a seu lado o notário, o selo branco da instituição e, mais atrás, o jovem e atento R.P.
.
Simpaticamente ( ou desconfiado da operacionalidade do objecto ), olha-me e incita-me a autenticar o documento, concedendo-me o alto privilégio de accionar o martelo-pilão da máquina burocrática.

Usei de alguma força, é verdade, pois o documento merecia um belo selo, mas desconfio que exagerei um pouco, pois o “bicho” reagiu mal à pancada e deu um salto na mesa que ia atingindo o nariz do assustado dirigente.

Sem experiência na manipulação daquele tipo de máquinas, omitira o essencial: com uma das mãos deve segurar-se a base do aparelho e com a outra acciona-se o batente com uma pancada seca.

O meu ar comprometido de menino traquinas fez sorrir paternalmente os assistentes, porventura desconfiados de que o meu curso não incluira aulas práticas com selos brancos e objectos quejandos. Os mais compreensivos terão mesmo pensado: “Temos homem ! Energia não lhe falta…”

Nunca mais toquei num selo branco, que passei a considerar instrumento de tortura voador, a merecer repousar em qualquer museu de horrores.

Resta concluir, avisando os meus confrades: desconfiem das máquinas e dos seus efeitos colaterais; experimentem-nas dez vezes, de preferência em lugar discreto, antes de as usarem em actos públicos.

Luís Teixeira da Mota

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

BOM 2007

Após breves dias de ausência do meu domicílio, eis-me de volta a este nosso espaço de convívio e cultura da amizade. Neste momento apenas para desejar a todos os amigos ex-colegas do BCA e seus familiares a continuação de Boas-Festas Natalícias e que se possam despedir de 2006 com a alegria de quem irá enfrentar mais um ano de Felicidade, Alegria, Paz, Êxitos profissionais, Sucessos pessoais e tudo o que de Bom desejarem lhes possa acontecer.
Um abraço a todos.
Teixeirinha

E com estas não eram só finos




Tenho algumas destas que estão referidas por um decreto lei que nunca foi revogado e que diz que as notas deverão ter igual valor em Ouro ou Notas do Banco de Portugal, mas nunca as consegui trocar, pode ser que valorizem com o tempo, veremos.