domingo, 14 de janeiro de 2007

Taxas no multibanco?

Recebi um e-mail do Borges Lopes enviando-me notícia de uma petição que visa protestar junto da Banca contra a sua intenção de passar a cobrar um taxa – 1,5 euros – nos levantamentos feitos no Multibanco.
Escrever sobre esta matéria numa página de bancários é, naturalmente, correr o risco de ser-se olhado com desdém.
Pois que o seja, mas isso não me retira, como cidadão e cliente, o direito a pronunciar-me.
Nos últimos tempos, e de quando em vez, a notícia sobre cobrança de uma taxa de utilização do Multibanco tem sido posta a circular com regularidade e mais tarde ou mais cedo “vamos levar com ela”. Tanto mais cedo quanto a Banca está a ser, finalmente, pressionada para a não adopção de práticas concertadas e de cartel.
Para além de sabermos se o preço a cobrar é ou não justo (e cabe desde logo dizer-se que 1,5 euros é caro p'ra caraças!) coloca-se a questão prévia de sabermos se a mesma taxa é sequer aceitável. E eu sou dos que acham que não por duas ordens de razões: primeiro porque o recurso de cada um de nós ao Multibanco permite aos bancos libertar mão-de-obra e outros custos associados às operações assim realizadas; segundo porque a captação de depósitos pela Banca, que como sabemos é a base da sua capacidade de concessão de crédito, não pode deixar de criar a obrigação de proceder a entrega dos montantes depositados aos clientes quando e como estes desejarem, isto é ao balcão e pelos montantes pretendidos.
Ou seja o meu Banco tem o dever de me devolver o dinheiro depositado (pelo qual me paga juros – quando paga! – a taxa significativamente reduzida em relação ao que cobra de quem recorre ao crédito.
E quando foi introduzido o sistema Multibanco os objectivos foram mais os de libertar mão-de-obra do que os de prestar um melhor serviço aos clientes.
Sabemos que está a decorrer uma campanha de recolha de assinaturas para protestar contra a imposição destas taxas. Mas mais do que isso, o que seria de enorme impacto e provaria à evidência o interesse dos Bancos no sistema Multibanco era uma “greve” nacional no recurso às caixas multibanco, entupindo os respectivos balcões. E dois dias bastariam!
Nos últimos anos a Banca não tem parado na aplicação de taxas e mais taxas, comissões e mais comissões. Cobra-nos os preços que muito bem entende e que temos sempre a sensação de que estão muito para além do razoável. Veja-se o que se passa, por exemplo, com os portes de correio ou com a consulta on-line a um cheque movimentado nas nossas contas.
Ao mesmo tempo, e como recentemente foi salientado, o ajustamento das taxas de juros nas operações passivas faz-se tardiamente em comparação como que se passa nas operações activas.
Assim não surpreende que em cada ano e com a economia em crise, os lucros da Banca cresçam a taxas nunca vistas.

Estudante-trabalhador? Ou trabalhador-estudante (2)


No meu anterior “post” com o título acima, e onde relatei um pouco do que era o trabalho no BCA, terminei com a seguinte afirmação: Naquele tempo, na verdade ainda não havia Estudantes-trabalhadores. Eu e outros colegas éramos, Trabalhadores-estudantes!

Esta minha afirmação deixou, desde logo, em aberto a oportunidade de voltar a escrever sobre o assunto, como se deduz da numeração do próprio título.
Na minha vida profissional já depois do regresso a Portugal, tive muitas vezes que autorizar “ausências ao serviço” de estudantes-trabalhadores ao abrigo de legislação que lhes conferia tais direitos. E muitas vezes me pus a mim próprio a questão de saber se se trata de estudantes-trabalhadores ou trabalhadores-estudantes. Ou seja, qual a sua principal qualidade: a de estudante ou a de trabalhador?
Bem sabemos como é importante a formação académica e por isso, devo dizer desde já que sempre fui acérrimo apoiante dos muitos colaboradores que tive e que eram estudantes-trabalhadores, como na verdade são tratados na legislação e na literatura.
E a muitos não deixei de estimular para que nunca desistissem. Mas sempre procurei estar atento a eventuais meros pretextos para mais uma “falta justificada ao serviço”.

Passo a relatar agora mais um episódio dos meus tempos de “trabalhador-estudante” ao serviço do ex-BCA.
Quando acabei o meu Curso Geral do Comércio, tinha já 19 anos. Com efeito, após a 4ª Classe e como acontecia com muitas das crianças daquele tempo, deixei de estudar aos 10 anos. Aos treze anos, fui para Angola (onde estava meu pai e meu irmão mais velho) e foi aí que retomei os estudos, começando por frequentar em Janeiro de 1958 o Colégio Académico, na Rua de Silva Porto - Bairro do Café (cuja proprietária e directora era uma excelente senhora a quem tratávamos por D. Angélica) para me preparar para o exame de admissão ao Ciclo Preparatório da Escola Industrial de Luanda.
Acabado o Curso Geral do Comércio prossegui os estudos que me iriam permitir ingressar no Curso de Economia da Universidade do Porto em 1966. Assim, durante três anos trabalhava e estudava à noite.
Foi então que um dia, nas vésperas de mais um exame, me dirigi ao meu chefe de secção, pedindo para me dispensar no dia seguinte.
A resposta não se fez esperar: não podia ser dispensado…mas ser-me-ia permitido sair uma ou duas horas mais cedo!
Como se fossem aquelas duas horas a solução para o meu problema?! Problema que na verdade era mais de receio, expectativa e angústia perante uma nova “prova de exame” do que o de ignorância da matéria. Mas, como sabemos, pensamos sempre que nunca sabemos a matéria!... E pior ainda quando o tempo para estudar no dia-a-dia era pouco!
Perante a resposta que me foi dada, no dia seguinte (dia do exame) compareci no meu posto de trabalho e, pura e simplesmente, saí à mesma hora de todos os dias (creio que era às 17 horas, de acordo com o horário normal).
O exame correu felizmente bem mas…no dia seguinte, por vingança, faltei ao serviço! Estava doente (!) de acordo com o telefonema que minha tia (que Deus tenha em eterno descanso) fez para o Banco.
E quando regressei ao trabalho, creio que com alguma ironia, me foi perguntado pelo chefe se estava melhor. Limitei-me a responder afirmativamente.
Era assim, a vida de um trabalhador-estudante no BCA. Mas, sem vaidade, posso afirmar que não deixava de ser um trabalhador dedicado. E apesar destes episódios (e talvez por causa deles), como sabem os ex-colegas, e como aqui já afirmei, estabeleceu-se entre mim e o Senhor A. Fernandes uma sincera e grande amizade que ainda hoje perdura.
Eram na verdade outros tempos!

Ao colega j.pedro

Apenas uma resposta

Fui alertado para um "comentário" ao meu post sob o título "Cobra? Quais cobra?!...
Venho responder, por esta via e por não ter outra forma de o fazer, ao pedido que me foi feito por j. pedro e peço que me informe quando ler esta resposta.
Se, como me pediu,pretende compar o livro de Joaquim Serra, poderá contactar com o autor através do mail: joaquimdelisboa@yahoo.com.

Um abraço.

PS: se tiver dúvidas ou quiser outro esclarecimento pode contactar-me para ateixeirinha@netcabo.pt. Devo esclarecer que não tenho quaisquer interesses nas vendas do livro nem conheço pessoalmente o autor, mas acho que o livro se lê com agrado e nos recoduz a situações que nos são comuns de vivência em Angola.

Ao Borges Lopes peço que, daqui a alguns dias retire este post dado o seu interesse restricto e pressupondo que o colega j.pedro já então o terá lido

sábado, 13 de janeiro de 2007

ANTÓNIO AUGUSTO BORGES LOPES-09/01/2007

Rectifico que a data de aniversário do Borges Lopes, foi em 9 de Janeiro, apesar de ter pedido a Jr. para me conseguir saber ao certo, por lapso informou-me que era a 13. As minhas desculpas e mais uma vez os Parabéns atrasados.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ANTONIO AUGUSTO BORGES LOPES - 09/01/2007

PARABÉNS A VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA.

Neste dia, desculpando a inconfidência, a Ilda e o Luis Simões, o Luis Jr. (Zoca) e a Rute, desejam-te um dia muito feliz em companhia de todos os que te são queridos, especialmente a Alice. Que tenhas tudo de bom na vida, como mereces, e que não esqueças quem sempre se lembra de ti. Muito obrigado por toda a ajuda que nos tens dado, a mim a nível do PC, e ao Luis Jr.(Zoca), porque, desde que o conheceste , não só tens sido cliente assíduo como lhe tens apresentado outros clientes teus Amigos, e diz o ditado "quem nossos filhos beija, nossa boca adoça".

Para ti hoje (13.1.2007), que o almoço corra muito bem e seja do teu agrado. De nós mil beijinhos de Parabéns.

Convite para participar no nosso Blogue





Todos os "ex-BCA's" (Angola, Moçambique, Lisboa, Macau e S. Tomé) estão convidados a participar neste BLOG através de comentários, como habitualmente.

Quem pretender introduzir os seus próprios artigos (colaborador ) deverá manifestá-lo por e-mail, para (aborgeslopes@gmail.com) . Neste caso, também por e-mail, receberá o respectivo "Convite".

Também poderá enviar artigos e/ou fotos, via email, a um dos "colaboradores" que, referenciando o seu autor, efectuará a respectiva publicação.

Abraço a Todos
Borges Lopes

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

BREVE COMENTÁRIO

Janeiro, primeiro mês do ano. Normalmente é neste mês que todas as actividades se debruçam mais no activo e menos no passivo. Pela experiência profissional que tive, é nesta época que se marcam as metas para alcançar os objectivos. Quase sempre marcantes por aumentar o volume em relação ao ano que findou. Sempre e sem raríssimas excepções somos confrontados com o eterno problema mais e sempre mais. E tem razão o que aposta nesta teoria, senão vejamos: é em anos de fartura que mais se deve trabalhar, mas também é em anos menos bons que também se deve fazer o mesmo e é aqui que aparece a fábula da cigarra e da formiga.

Não me parece saudável começar com dúvidas, tão pouco com fantasias. O que é saudável é confiarmos na nossa intuição, na nossa experiência, no nosso brio e aqui fazer finca-pé e remar, remar, remar, nem que seja contra a maré. O ano que agora começa é jovem, está cheio de saúde, devemos ter esperança e marcar os nossos objectivos. Maio é o nosso mês, mas não é o fim de carreira, outros Maios ou Agostos se seguirão, todos eles com objectivos muito comuns a todos nós.

E qual é o nosso principal objectivo meus amigos. Para mim é viver, um dia de cada vez e o melhor possível, mas para o viver bem devo ter confiança em quem? Com certeza que em mim, sempre em mim e naqueles em quem eu confio e amo.

Deixo-vos um desafio, gostem de vós, cumprimentem-se quando olham no espelho, normalmente a primeira pessoa que vemos quando nos levantamos somos nós, não damos grande importância a isso, mas deveríamos dar. Colaboremos uns com os outros, troquemos ideias, participemos nos projectos de quem nos apoia. Não nos esqueçamos nunca de que somos muito pequenos quando estamos sós.

Um abraço meus amigos.


A coragem do dedo na ferida...

Alguém terá de o fazer e quem melhor do que eu, sempre polémica, para dizer o que penso!

Registo, com alguma tristeza, que o Blogue dos Ex-BCA já não tem a mesma vida, a inércia é notória e a tal dinamização, apesar do incansável esforço do Borges Lopes, teima em não existir.

Tento, conscientemente, encontrar motivos para que o desinteresse se tenha instalado.

Não restam dúvidas que o “saldo”, para utilizar o termo da actividade de uma vida inteira, é positivo e esse saldo é a nossa amizade que será sempre bandeira nos momentos em que estivermos juntos .

No entanto, apesar da carga positiva, a verdade é que as conversas entre as pessoas são feitas de sentimentos ou situações comuns, vividos antes ou depois do BCA, de lugares ou acontecimentos que, de algum modo, dizem respeito aos intervenientes dessas conversas e parece-me que os nossos lugares comuns esgotaram-se...

Talvez o facto de nos termos separado e as nossas vidas terem seguido rumos diferentes, com novas vivências, novos objectivos e outras preocupações, seja a causa principal deste vazio num espaço que se previa tão animado.

Haverá soluções, com certeza, mas é preciso que o desafio seja assumido por cada um de nós, não só pelos que contribuem mas também pelos autores dos comentários.

Às vezes é bom parar, mas que seja para pensar, para descobrir o que falta e para fazer o que é preciso!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

COISAS DE ANGOLA (7)

O mercado de selos, na capital do país, é completamente dominado pelo sector informal. Na reportagem que se segue, o Jornal de Angola procura, de algum modo, mostrar como funciona o negócio dos selos. Um mercado, segundo as fontes contactadas pelo JA, lucrativo, mas que não deixa de ter o seu lado misterioso, porque, salvo raras excepções, ninguém dá a cara.





COMÉRCIO INFORMAL DOMINA A VENDA DE SELOS EM LUANDA.



Graciete Mayer





Cristina Adelaide, 23 anos, dirige-se ao Serviço Notarial, situado na Marginal de Luanda. O seu objectivo é reconhecer a declaração de compra e venda de um automóvel de marca Peugeot recentemente adquirido. Com o documento à mão, pára à entrada e, pouco depois, é interpelada por cinco jovens. "Madrinha que tipo de selos precisa?", perguntam quase em uníssono os cinco jovens, na perspectiva de buscar alguns trocados.
"Preciso de três selos de cinco kwanzas", respondeu a jovem Cristina, ao que o mais rápido dos cinco jovens se prontificou fornecer sem antes deixar de lembrar que "cada selo de 5 kwanzas custa 50 kwanzas".
Cristina Adelaide, certamente conhecedora do esquema, não titubeou e estendeu os 150 kwanzas para os três selos de cinco kwanzas que necessitava para o processo de legalização da viatura que adquirira recentemente.
Feito o "negócio", dirigiu-se de imediato para o Cartório Notarial.
O processo repete-se. São mais de 15 jovens que diariamente interpelam cidadãos que ali se deslocam para reconhecer documentos. Um deles é o jovem que se identificou apenas por Tozé, de 25 anos. Conta que começou a vender selos há mais de quatro anos, influenciado pelo primo. Diz, entretanto, que no princípio achou que o "negócio" dos selos não ia dar nada, pelo facto de na altura se registar pouca procura.
Hoje, porém, diz que a situação é outra. O negócio é a sua fonte de sustento. Tozé adquire os selos a partir de um jovem que todos os dias de manhã, às 8 horas, e, à tarde, às 14 horas, passa pela marginal de Luanda. Diz que o indivíduo, cujo nome preferiu omitir, é pontual. Normalmente apresenta-se de maneira dissimulada, como se fosse mais alguém que pretende reconhecer um documento.
Com um envelope, no qual transporta uma grande quantidade de selos, é o principal fornecedor de todos os revendedores da Marginal de Luanda.
Pacientes, esperamos até à chegada do misterioso fornecedor de selos. Às 14 horas em ponto lá estava o homem. Interpelado pela nossa reportagem, o "homem dos selos" disse que os revendedores pagam por 50 selos de cinco kwanzas a quantia de mil kwanzas. Trocado por miúdos, os revendedores pagam-lhe 20 kwanzas por cada selo de cinco.
Onde é que vai buscar tantos selos?, quisemos saber, mas o homem, conhecedor da célebre frase de que o segredo é a alma do negócio, foi logo respondendo: "são fontes e eu não posso dizer, madrinha!", para depois subir numa moto e arrancar a toda velocidade.
Em pouco menos de dez minutos, o homem vendeu mais de dez lâminas de selos. Para o leitor ter uma percepção do quão rentável é o negócio, basta dizer que cada lâmina tem o formato de uma folha A4.
Tozé, o nosso cicerone de ocasião, diz, também ele, desconhecer a fonte primária de aquisição dos selos, mas aventa a hipótese de ser alguém do Ministério das Finanças. "Ele vende-nos todo o tipo de selos, principalmente o de cinco kwanzas. Normalmente, o jovem da moto vem sempre de forma camuflada, para não dar nas vistas, o que faz pensar que tem alguém no Ministério das Finanças", refere.
O revendedor de selos acrescenta que existem outras fontes de aquisição, como são os casos do mercado Roque Santeiro, São Paulo, algumas tabacarias, localizadas nas imediações do Ministério das Finanças, que por razões óbvias preferiu não mencionar, e até mesmo algumas Repartições Fiscais de Luanda e de Viana. Diz quem conhece o "metier" que algumas tabacarias da Baixa de Luanda são autênticos serviços notariais, em que o cidadão interessado em tratar qualquer que seja o documento, desde registos criminais a atestados médicos, só tem de largar a quantia exigida. No dia seguinte ou, no máximo, em três dias, o documento chega-lhe de certeza às mãos. Este é também um verdadeiro negócio das arábias.
Mas, voltando ao negócio dos selos, outro estratagema utilizado para adquiri-los em grandes quantidades nas Repartições Fiscais consiste no "trato" com pessoas que trabalham em grandes empresas e que lidam com esse sector público. "Normalmente fazem uma declaração com o objectivo de comprar uma grande quantidade de selos para depois os revenderem ao preço de 900 a 1000 kwanzas aos putos da Marginal e de outros locais de Luanda", disse uma fonte ao "JA".
Há tempos, prosseguiu a fonte, fez um negócio com um jovem trabalhador da Sonangol, que elaborou um pedido para a compra de dez lâminas de selos ao preço de 250 kwanzas cada e foram revendidos ao preço de mil kwanzas. E aponta como principais instituições que efectuam tais operações as do município de Viana e a Repartição Fiscal do 3º Bairro de Luanda.
Conta que são operações muito melindrosas, que em alguns casos envolvem trabalhadores destas repartições fiscais, que, como é evidente, também tiram os seus dividendos. "A vida está difícil para todos, cada um come onde trabalha", disse sorridente.
Uma outra fonte de aquisição de selos é a província do Uíje. O jovem Eduardo Noé, 22 anos, diz que tem comprado a partir de uma senhora que vem do Uíje e traz em média 30 a 40 lâminas de vários tipos de selos de oito em oito dias. Ela vende cada lâmina ao preço de mil kwanzas.
Eduardo Noé, que vende selos há mais de dois anos à frente do Primeiro Cartório Notarial de Luanda, tem lucrado 1.500 kwanzas com a venda de 50 selos de cinco kwanzas.
Diariamente pode chegar a vender uma ou mais lâminas. Tudo depende, também, da localização dos estabelecimentos públicos e do período de matrículas nas escolas, sendo este mês de Janeiro o tempo em que se factura à grande e à francesa.
Actualmente, os selos mais solicitados são os de 5 kwanzas. Os restantes, nomeadamente de 1 kwanza, que por norma era o usual e foi substituído pelo de cinco, tem muito pouca procura. Os de 20, 30 e 50 kwanzas também são pouco procurados.
Além de jovens do sexo masculino, algumas kínguilas optaram igualmente por este negócio, pelo facto de estar a dar muito mais lucros do que vender e comprar dólares. E também por ser mais seguro. Dificilmente os revendedores de selos são importunados pelos ladrões e, muito menos, pelos fiscais, porque é um negócio fácil de camuflar.
Diz quem sabe que vender selos à frente dos notários "é que está a dar".
É o caso de Dona Joaquina, 53 anos, que era kínguila há mais de 10 anos, mas que decidiu enveredar por este negócio, "porque é que está a dar o sustento lá em casa". Diz que o câmbio já deu, mas hoje, estabilizada que está a moeda nacional, o kwanza, "não dá para viver". Ela compra os selos no mercado Roque Santeiro e na Repartição Fiscal de Viana.
Numa ronda efectuada aos Serviços Notariais, Registo Civil, tabacarias, Repartições Fiscais e até mesmo em algumas escolas de Luanda, Jornal de Angola deu conta de uma gritante falta de selos para o reconhecimento de documentos.
Alguns inquiridos alegaram que têm dificuldades financeiras para a sua aquisição. Outros, muito poucos, indicaram que tinham apenas selos de 20, 30 e de 50 kwanzas, enquanto os de cinco kwanzas adquiriam-nos, também eles, na rua, ao preço de 50 kwanzas.
Por isso, muitos são os cidadãos que até hoje desconhecem os locais autorizados a comercializar estampilhas fiscais (selos). Este é o caso de C. André, 23 anos, que diz que há mais de quatro anos que vem comprando selos nas proximidades dos Serviços Notariais de Luanda.
Ele não se lembra de ter alguma vez comprado selos nessas instituições. A informação que sempre recebeu é que deveria adquiri-los fora. Já Eduardo Ambrósio, 40 anos, funcionário público, lembra que antigamente os selos eram comprados nas tabacarias e nos Serviços de Registo Civil.
"Agora nós vamos para estas instituições e quase nunca encontramos selos"", refere, apelando a quem de direito no sentido de normalizar a situação.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Onde estão os Ex-BCA's ?


Resolvemos incluir no nosso blog, um inquérito, para sabermos onde “param” actualmente os Ex-BCA’s.

Esta sondagem não tem outra finalidade senão a do aspecto lúdico e da satisfação da nossa curiosidade.


Poderá, no entanto contribuir para a decisão da escolha dos locais de encontro para os nossos convívios. Porque não fazê-lo já para o encontro que se realizará em Maio deste ano?

Participe, e colabore, respondendo.

Mantenha este seu blog “animado”!

COISAS DE ANGOLA (6)

RESTOS DE COMIDA, SACOS, GARRAFAS E LATAS VAZIAS "DANÇAM" NAS ONDAS.

O DESRESPEITO PELA ILHA DO MUSSULO.



2007-01-06 10:27:30






A ilha do Mussulo, em Luanda, apresenta-se pejada de lixo, situação que retira alguma beleza ao lugar paradisíaco como é considerado. Em muitos pontos da ilha é visível a quantidade de lixo como garrafas de bebidas diversas, restos de comida, sacos, embalagens de produtos vários e latas vazias.

O espectáculo constrange sobretudo na “língua” da espectacular ilha da capital angolana, onde o lixo se mistura à areia branca e às conchas acastanhadas que o mar lança para a beira.

O mesmo espectáculo é visto na superfície do mar, onde garrafas e latas “dançam” nas sua ondas , o que pressupõe que nas suas entranhas exista uma quantidade incomensurável destes detritos e outros resíduos.

A festa de Natal e de fim-de-ano e o feriado de 4 de Janeiro levaram à ilha centenas de milhar de visitantes, tidos pelos habitantes do Mussulo como os principais causadores da referida imundície.

«As pessoas que vêm para a ilha é que sujam as praias do Mussulo» argumentou um cidadão local ao “O Apostolado”. Já se fizeram muitas campanhas, mas somos sempre nós a fazê-las para que os que vêm de Luanda voltem a sujar a areia e o mar», disse um outro popular.

Organizações que trabalham para a protecção do ambiente consideram o Mussulo como estando muito próximo de um desastre ecológico, não só devido à lixeira em que vem transformando, mas também às construções de betão armado que se vão erguendo.

O Apostolado procurou ouvir, a propósito, a reacção da Administração local, mas não foi bem sucedido.

De qualquer dos modos fica o alerta às autoridades competentes, às organizações pró ambientais e à sociedade para o caos em que está mergulhado o Mussulo banhado por um mar outrora de águas bastante límpidas, hoje, segundo cidadãos, de qualidade duvidosa.

Duvidoso pode mesmo ficar o turista nacional e sobretudo estrangeiro, que entenda aventurar-se pelo Mussulo, quando verificar as más condições balneares que a ilha oferece no momento.

Rasgando o mar a Sul da capital angolana, a Ilha do Mussulo, um banco de areia algo estreito mas de bastantes quilómetros, fez desde sempre as delícias dos seus visitantes. Nos últimos 10 anos foi «assaltada» por «muito boa gente», que começou a disputar cada pedaço de terra do lugarejo, o que levou, inclusive, a mudanças radicais na vida animal e das próprias populações locais.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

PITÁGORAS-TODAS AS COISAS SÃO NÚMEROS

Foi por acaso que encontrei esta afirmação (título) numa pesquisa que fiz. Estou perfeitamente de acordo com ela.

Desde que me incumbi de colaborar na execução da lista de Ex-Colaboradores do Ex-BCA, tenho encontrado coisas muito curiosas que nem me lembrava da sua existência.

É com profunda alegria que constatei e apesar do BCA ter tido um quadro de Pessoal muito grande e até ao momento o Grupo ou o número de pessoas inscritas não corresponder de forma alguma ao seu número, constato que somos poucos mas bons e muito interessados em fazer perdurar a Casa que nos Empregou e apoiou sempre que precisamos.

Tenho recebido muitos apoios e mensagens de vários cantos deste País, Ilhas e Mundo.

Como dizia Um Homem de Angola já desaparecido do mundo dos vivos JORGE PERESTRELO: “ É DISTO QUE EU GOSTO MINHA GENTE”. Pois também é disto que eu gosto, tenho a certeza e mesmo que o número de inscritos não se altere vamos fazer em Maio deste ano o maior encontro e convívio de sempre.

Vou acabar como comecei "TODAS AS COISAS SÃO NÚMEROS [Pitágoras]", por isso em nome de todos nós agradeço ao número activo de Ex-BCA a sua preciosa colaboração, estejam todos atentos, vejam, participem e divulguem o Blog e na próxima confraternização vamos todos estar presentes e colaborar para que Maio seja o nosso mês.

Bem hajam.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

COMO SERIA O "NOSSO" MUSSULO?

Como seria o MUSSULO, em ponto pequeno, claro!






O "nosso" amigo Belmiro de Azevedo não brinca em serviço...
Como tal a sua publicidade ao mega investimento em Tróia já corre o Mundo...
Aliás, todos os países menos Portugal... vejam o filme, vão até ao site:

http://www.arqui300.com/movies/flash/flvsonae.swf




DELICIEM-SE A VER O FUTURO QUE NOS ESPERA...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Caixa de diálogo (3) - AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Prólogo

Depois de lerem ontem a Caixa de diálogo (2), não resisto a contar-vos, neste primeiro sorriso de 2007 – como diz a Severa – uma segunda historieta, com o mesmo palco (BCA), feita constar no tal livrinho destinado a estudantes de Relações Públicas.
Esta, como a primeira, contada em estilo divertido, fez parte de um “processo de aprendizagem” – lembrado pelo Teixeirinha – por que todos passámos e que conduziu a estádios de competência…porque tínhamos a humildade de aprender, a vontade de corrigir e o apego aos valores da imagem institucional. Com todo o respeito pela figura e pelo seu apostolado marcante, sorriam, pois, com

AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Início dos anos setenta. No 20º. andar do Edifício-sede de um Banco em Angola – com uma leitura fantástica de quase 360º sobre a linda cidade de Luanda – tem lugar um jantar de cerimónia com as mais altas Autoridades locais. Convites extensivos às Senhoras.

O número e a qualidade dos convidados permitia um belo e equilibrado plano de mesa, com total obediência às regras protocolares, dado que possibilitava ao organizador – jovem técnico de R.P. a debutar nestas lides – intercalar Cavalheiros e Senhoras, com o especial cuidado de não juntar os casais.

Presenças confirmadas. Sala requintada. Serviço recomendado. Ambiente formal, mas de grande cordialidade.

E o imprevisto acontece: no último minuto, com os convidados prestes a ocupar os lugares marcados, o organizador é avisado de que faltava uma das Senhoras. Este vosso amigo segue a regra nº 1 de um técnico do protocolo: não entrar em pânico. E, num rasgo de audácia, em breves segundos, troca 2 marcadores de mesa e faz avançar delicadamente para o lugar da Senhora faltosa…o Arcebispo. Distraído ou por sua infinita bondade, Sua Excelência Reverendíssima ocupa humildemente o lugar que lhe destinei e, no final do jantar, não se esqueceu de agradecer ao anfitrião e aos companheiros de mesa as deferências recebidas, sem esquecer um cumprimento especial aos cavalheiros que o rodearam.

O último dos convidados a sair do salão, meu amigo pessoal e militar de profissão conhecido pelo sentido de humor e fidalgas maneiras, abeira-se do jovem organizador e segreda-lhe, com ar maroto e paternal: “Esteve tudo muito bem…mas lá porque o Arcebispo usa “saias” não convém pô-lo no lugar de uma Senhora…”

Esta foi para o debutante organizador a 1ª. lição prática de Protocolo Empresarial. E Deus por certo já lhe perdoou a ousadia.

Luís Teixeira da Mota

Luanda - Mais uma mini-história…

Decorria o ano de 1968, como já escrevi antes, e instalava-se o Serviço de Informática, no BCA. Também já disse que um nosso companheiro de profissão, o sr. Manuel Soares, do BPA, Lisboa, nos acompanhou nesta fase de arranque. Como não tinha familiares em Luanda, nós, os já residentes, fazíamos-lhe o máximo de companhia possível. O trabalho, como já foi dito, nesta fase, deixava-nos poucos “tempos livres”. Ainda assim, tentávamos rentabilizá-los em convívios e distracções.

Aconteceu que nesse ano, se deslocou a Luanda, uma “Companhia Tauromáquica”, vinda de Portugal, a fim de se exibir perante os “aficionados” nesta cidade angolana.

Ora o nosso amigo Soares incluía-se nesse grupo. Lisboeta de gema (morador em Alfama) era muito ligado também às terras ribatejanas. Nunca faltava às festas taurinas de Vila Franca de Xira, da Moita e de Alcochete.

Então, o Miguel e eu, num domingo, lá o acompanhámos à tourada, na praça de Touros de Luanda, para mim a primeira a que assisti ao vivo.

Havia grande entusiasmo, não era todos os dias que Luanda nos proporcionava um tal acontecimento.

Após as cortesias da praxe, inicialmente, com a apresentação dos participantes, bandarilheiros, peões de brega, toureiros, cavaleiros e forcados, director da corrida, não esquecendo também o “inteligente”, tudo gente vinda da dita “Metrópole”, só não me lembro, se havia também “orquestra” local, a tocar o trecho da ópera Carmen, que costuma animar os grandes momentos das touradas; começou então, a tourada propriamente dita.

Soa na praça o clarim da refrega. A partir desse momento, não importa se o lugar que ocupamos é sol ou sombra, camarotes ou barreiras. Entra o toiro, também ele vindo desse cantinho da Europa. O espectáculo teria que ser “completo”, e tinha todos os ingredientes para cativar e convencer os aficionados destas terras angolanas.

Depois da expectativa habitual, em que o público avalia a bravura do touro, através do seu comportamento à entrada da arena, antes dos “curtos” ou “compridos” das “chiquelinas” ou “verónicas”, deu-se então a surpresa das surpresas, o toiro, sem que ninguém lhe tocasse, começou a sangrar abundantemente, pelo lombo abaixo!

Ouvem-se assobiadelas e um grande alvoroço, e eu sem perceber o que se passava. Entretanto, a tourada continuava…

Soubemos depois que a empresa organizadora, nesta vinda a Angola, investira pouco na quantidade de toiros; os animais tinham já sido lidados no dia anterior, neste mesmo local, e sido bastante maltratados pelos bandarilheiros.

Para mascarar a situação cobriram as feridas com gesso que depois foi pintado com tinta preta… Só que o disfarce não resultou! O gesso estalou e estalou também a bronca…

Para mim, que nem aprecio corridas de touros, foi-me indiferente, mas o nosso amigo Manuel Soares ficou furioso, e com razão, pois sentiu-se traído no seu brio de verdadeiro aficionado. Infelizmente, este amigo, já não está entre nós. Paz à sua alma.

Assim, aconteceu em Angola em 1968.

BOM ANO !

BL

Primeiro dia do ano...

No primeiro dia do ano, fez questão de nascer mais um ex-Bca...

Eduardo Alberto Correia de Freitas Pessoa de Amorim
Parabéns Eduardo Amorim!

domingo, 31 de dezembro de 2006

Alguma simbologia do número 7...


7 é o simbolo da perfeição
7 é o número do mistério
7 anos tem o ciclo da vida
7 é o número da criação
7 são os elementos da natureza
7 as virtudes humanas
7 notas tem uma escala musical
7 são os sacramentos
7 chakras tem o corpo físico
7 dias tem a semana
7 cores tem o arco-íris
7 são os pecados capitais
7 cordas tem a lira
7 vidas tem o gato


Quando a meia-noite trouxer o Ano de 2007 podemos começar a sonhar...


Feliz Ano Novo!

Caixa de Diálogo (2) - O Selo Branco Voador

Aviso prévio

A “Caixa de diálogo” assume desta feita a particularidade de um diálogo surdo entre o homem e a máquina, a um tempo insólito e divertido como convém a uma Passagem de Ano.

Recortei esta historieta, passada no BCA em 1970, de uma série de pequenas crónicas que, em tempos pouco recuados, escrevi a convite de um professor do Instituto Superior de Comunicação Empresarial – convite esse extensivo aos mais antigos profissionais de Relações Públicas do País – reportando extractos da minha vida empresarial que contivessem um fim pedagógico para os seus alunos.

Assim, para me situar perante leitores-estudantes, arredei um estilo sério e pseudo-magistral, conferindo ao texto um tom aligeirado e bem- humorado, apontado a uma máxima final com o “tal” sentido pedagógico.


Atentem, pois na história ( com fotografia a preceito ) em versão original e, com ela, subam por instantes ao 1º. Andar do Edifício-Sede do BCA, melhor dizendo à ampla e bonita sobreloja que abraçava o imenso hall das nossas memórias.

O SELO BRANCO VOADOR

A cena passa-se em Luanda, no salão nobre de um Banco. Um dúzia de dirigentes à volta da mesa, com ar formal e pose fotogénica, prepara-se para assinar importantes documentos, caucionadores de um convénio e da extensão das actividades financeiras ao exterior.

Este vosso amigo, jovem de vinte e tal anos, recém-formado nas lides das Relações Públicas, assiste, entre curioso e atento aos pormenores, convicto de que estava ali exactamente para resolver qualquer problema.

O documento-matriz circula, para recolha de assinaturas, entre os principais dirigentes e finaliza o circuito nas mãos do Vice-Presidente, que ocasionalmente tinha a seu lado o notário, o selo branco da instituição e, mais atrás, o jovem e atento R.P.
.
Simpaticamente ( ou desconfiado da operacionalidade do objecto ), olha-me e incita-me a autenticar o documento, concedendo-me o alto privilégio de accionar o martelo-pilão da máquina burocrática.

Usei de alguma força, é verdade, pois o documento merecia um belo selo, mas desconfio que exagerei um pouco, pois o “bicho” reagiu mal à pancada e deu um salto na mesa que ia atingindo o nariz do assustado dirigente.

Sem experiência na manipulação daquele tipo de máquinas, omitira o essencial: com uma das mãos deve segurar-se a base do aparelho e com a outra acciona-se o batente com uma pancada seca.

O meu ar comprometido de menino traquinas fez sorrir paternalmente os assistentes, porventura desconfiados de que o meu curso não incluira aulas práticas com selos brancos e objectos quejandos. Os mais compreensivos terão mesmo pensado: “Temos homem ! Energia não lhe falta…”

Nunca mais toquei num selo branco, que passei a considerar instrumento de tortura voador, a merecer repousar em qualquer museu de horrores.

Resta concluir, avisando os meus confrades: desconfiem das máquinas e dos seus efeitos colaterais; experimentem-nas dez vezes, de preferência em lugar discreto, antes de as usarem em actos públicos.

Luís Teixeira da Mota

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

BOM 2007

Após breves dias de ausência do meu domicílio, eis-me de volta a este nosso espaço de convívio e cultura da amizade. Neste momento apenas para desejar a todos os amigos ex-colegas do BCA e seus familiares a continuação de Boas-Festas Natalícias e que se possam despedir de 2006 com a alegria de quem irá enfrentar mais um ano de Felicidade, Alegria, Paz, Êxitos profissionais, Sucessos pessoais e tudo o que de Bom desejarem lhes possa acontecer.
Um abraço a todos.
Teixeirinha

E com estas não eram só finos




Tenho algumas destas que estão referidas por um decreto lei que nunca foi revogado e que diz que as notas deverão ter igual valor em Ouro ou Notas do Banco de Portugal, mas nunca as consegui trocar, pode ser que valorizem com o tempo, veremos.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

FELIZ ANO NOVO DE 2007


PARA TODOS OS COLEGAS DO EX-BCA E RESPECTIVAS FAMÍLIAS,
Desejo um resto de 2006 feliz e que o novo Ano de 2007, vos traga tudo o que desejarem, que sejam coisas boas.
Eu desejo para vós, tudo o que desejo para mim e para os meus mais queridos.
FELIZ ANO NOVO DE 2007

sábado, 23 de dezembro de 2006

Outras Recordações da Ilda

Este é o emblema dos 5 anos ao serviço do BCA, que recebi em 28 de Janeiro de 1968, mas na insignia diz "Grupo Despostivo do BCA".

Se calhar a ideia partiu de algum dirigente do Grupo Desportivo e portanto vem assim, mas não deixa de ser uma recordação dos primeiros 5 ano ao serviço do BCA, que guardo com muita estima. Beijos e Bom Natal para todos.

Brinquedos do Rui Olmo



O Rui Olmo enviou para o m/mail há dias algumas fotos deste objecto que diz ter encontrado na s/Caixa de brinquedos. Para o homenagear, mando-lhe hoje o objecto que penso ter sido um cinzeiro do BCA, através de foto, como "Prenda de Natal". e como brinquedo. Um grande beijo para ti da Ilda.

Lembranças


Esta é a parte de traz do mesmo relógio, onde
tem a inscrição "Dez anos ao serviço do BCA"
28-01-73.
Não consegui pôr mais visivel.
Abraços da Ilda

Lembranças


O meu relógio em ouro, recebido em 28/01/1973, por 10 anos ao serviço do BCA
(Parte da frente do mesmo)

Actualização para nova versão do BLOG !


Olá a Todos os "Contributors" do nosso Blog: http://ex-bca.blogspot.com



O nosso Blog, por "exigência" da entidade proprietária do alojamento (Google/Blogger), foi alterado para uma nova versão. Esta nova versão, trás algumas novidades/vantagens etc., etc....
Como já devem ter notado, se verificarem o lado direito da página inicial do nosso blog, "desapareceram", os habituais "contributors"!

Através da nova versão do blog, fiz "novos" convites, aos "contributors" da versão anterior. Todos os "contributors" vão receber um CONVITE via email, vindo directamente da BLOGGER.

Após a recepção do e-mail a convidá-los, sigam as instruções apresentadas no próprio email da Blogger! (clicando no endereço, a azul ).


Para uma eventual ajuda, consultem o email individual, que vos enviei hoje (23.12.2006), com imagens em anexo (A+B+C):

A) - "Crie a sua conta agora"

(B) - Indique o seu email (será o seu futuro "username") + password diferente da do seu email + outros dados...

(C) - A partir do passo anterior, já poderão escrever "posts" no blog.



António A. Borges Lopes [BL]


sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Boas Festas - aos Ex-BCA's - Familiares e Amigos








A imagem de fundo reproduz uma pintura a óleo ("Escolas Gerais" / Igreja de S. Vicente), da Lisboa em que nasci, que também muito amo, e que pintei em algumas horas de todo o tempo livre que agora tenho.

Um Abraço a Todos
BL

Boas-Festas e Feliz Ano de 2007


Para todos os Colegas do EX-BCA
São os votos da ILda e Luis Simões

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A sugestão de um grande amigo...






Fotografias do nosso tempo, um tempo que o Necas fez o favor de recordar e que eu teimo em não esquecer...
Durante muitos anos, fizeram parte do meu dia-a-dia e hoje são bocados da história da minha vida.
Obrigada meu amigo!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

COISAS DE ANGOLA (5)

Amigos e amigas



Se quizerem saber notícias frescas de Angola é só irem ao


www.mazungue.com (tem que haver um registo prévio)

clicar depois em Fórum-Imaginário-Colectivo
Conversa entre amigos
Recortes de imprensa sobre Angola


Hoje às 22.33 foi posto lá um artigo sobre "O SECTOR BANCÁRIO EM ANGOLA" (fala sobre o BCA)

COISAS DE ANGOLA (4)

"KINGUILAS": BANCOS DE CRÉDITOS FÁCEIS.





A expressão Kinguila, em Kimbundo retrata “alguém que está a espera de algo”. Mas no caso que interessa identifica de forma genérica os vendedores de rua engajados no comércio do dólar. O surgimento das pessoas que exercem este trabalho iniciou em Luanda, a partir do final dos anos 80, quando começaram a proliferar pelas esquinas da cidade grupos de mulheres e Homens envolvidos na troca de Kwanzas por dólares e vice – versa.

Apesar de não pagarem impostos ao Estado, estas vendedoras de “perna ao céu”, escreve o Semanário AGORA, são unânimes em afirmar que se as autoridades regulamentassem legalmente esta actividade e criassem as condições para que elas sejam protegidas dos marginais, contribuíram com uma taxa, desde que ela não fosse muito elevada.

“O Governo deve encarar a nossa actividade como as outras, porque se o maior é pagar imposto estamos dispostas a fazê-lo, mas precisamos que nos protejam contra os marginais, devido ao facto de sermos constantemente assaltadas nos nossos locais de venda”, disse Madalena Guimarães, que actua nos arredores do mercado dos congoleses. “Há até polícias e agentes da fiscalização que aproveitam-se da nossa condição para nos roubarem”, acrescentou.

Ao contrário das Mulheres os Homens que exercem esta actividade, vulgo doleiros, são os que menos sofrem com as extorsões perpetradas pelos agentes policiais e marginais. “Nós criamos todos os mecanismos possíveis para fugirmos dos indivíduos que se aproveitam da nossa condição para facturarem. A que mais tem resultado é de estarmos mais de três pessoas no mesmo local, e todos a cuidarem de todos para que deixemos de ser vítimas”, explicou o jovem Lopes da Silva, de 22 anos de idade, que compra e vende dólares no mercado de São Paulo.

“Outro método que usamos é o de aluguer de jovens que passam como nossos seguranças, eles, protegem-nos de maneira discreta durante o dia, e nós pagamos-lhes dois mil kwanzas, independentemente da quantidade de dinheiro que trocarmos.

De acordo com a interlocutora “já houve alturas em que ganhávamos muito dinheiro com a venda de dólares, mas actualmente há dias em que não conseguimos ganhar mais de Dez dólares. Em cada nota de 100 que vendemos, ganhamos apenas 200 kwanzas e existem clientes que por vezes, só aceitam pagar 100 Kz adicionais o que diminui a nossa margem de lucro”, disse uma kinguila.

Cada uma das pessoas que se dedica a este actividade é possuidora de uma estória triste ou alegre. Joana Silva, de 26 anos, diz que de tanto sofrer nas mãos dos batuqueiros, como se diz na gíria de Luanda, teve de parar de exercer a actividade e enveredar para o negócio de venda de roupas e calçados provenientes do Brasil.

As kinguilas, de um tempo a esta parte, passaram a ser consideradas “Bancos de Rua”, por concederem empréstimos com maior facilidade aos seus clientes, cobrando uma taxa de juros que varia em função da relação de confiança existente entre ambas as partes e da quantia em causa.

Para o economista Carlos Lopes, esta actividade é considerada ilegal e a legislação vigente no país tem restringido o seu exercício, já que esta é exclusivamente da responsabilidade dos Bancos comerciais e das casas de câmbio.

Explicou ainda que, o aparecimento das kinguilas é associado a escassez de moeda estrangeira resultante das restrições e condicionamentos impostos pelo regime centralizado de alocação de divisas, bem como as possibilidades daí resultantes de obtenção de lucros significativos por via de arbitragem efectuada entre os valores despendidos na aquisição da moeda estrangeira através dos canais oficiais e o valor real da moeda. O De realçar que o economista publicou o relatório de uma pesquisa feita em 2004, intitulada “Candongueiros, kinguilas, roboteiros e zungueiros, uma digressão pela economia informal de Luanda.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Um presente para...





Rui Eduardo Sampaio
No dia dos teus anos, só podia oferecer-te o bocadinho da terra onde nasceste.
Parabéns Sampaio !

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Às portas do Natal…


LIGUE O SOM !




Eis o título que escolhemos para associarmos ao vídeo hoje colocado no blog.

São imagens de um excelente momento de confraternização à mesa do restaurante Conventual D. Luís, onde nos foi servido um agradável repasto.

Não éramos muitos, mas sabemos que houve ausências por incompatibilidade com outros compromissos e afazeres profissionais. Na próxima, certamente, não faltarão.

Pois é, tratou-se de um almoço para juntar, em época natalícia, os que já são habituais colaboradores do nosso blog. Uma espécie de ensaio para outros que se seguirão, o primeiro dos quais ocorrerá muito provavelmente em Janeiro, ocasião ainda para debatermos formas de revitalização do nosso blog como espaço de liberdade e de responsabilidade aberto a todos.

O mais interessante foi termos reencontrado colegas que há muitos anos não víamos. Desde logo o reencontro animado entre o Teixeira da Mota e o sempre jovem e seu ex-colaborador directo Rui Olmo. Depois a presença do Luís Rodrigues, sobrinho da Ilda que nem todos conhecíamos (como era o meu caso e da minha mulher) acompanhado da esposa, a Natália. A Ilda, sem surpresa, foi animando o almoço com mais umas histórias alusivas à sua vivência no BCA, ao mesmo tempo que o nosso realizador e operador de câmara, Borges Lopes, que esteve acompanhado pela Alice, sua esposa, mostrava inusitada canseira na recolha das imagens que aqui nos traz, com uma excelente escolha para sonorização. E como não somos monopolistas nem tememos a concorrência (!) tivemos também a presença do Luís Simões (marido da Ilda) que como sabemos, trabalhou no BCCI; um bom compincha, o Luís Simões.

Quanto à jovem que aparece nas imagens…quem havia de ser? A Luísa, de quem pelo menos eu e a Ana (mas sabemos que muitos outros amigos) gostámos muito, e que quis conhecer os “nossos” amigos acabando por nos confessar alguma surpresa pelo facto de, passados tantos anos, cultivarmos ainda esta nossa amizade.

E foi também o momento de conhecermos o filho da Ilda e sua mulher Rute, que nos serviram, para além de simpatia, um óptimo cozido à portuguesa.

Enfim, vale mais uma imagem do que mil palavras e digamos que “o filme” fala por si. Boa disposição e sã camaradagem foram coisas que não faltaram. Relembrámos momentos passados. Recordámos nomes de outros colegas que certamente se hão-de juntar a nós nesta nossa tarefa, sempre inacabada dos reencontros.

Estamos já na Época Natalícia; aproxima-se o final de mais um ano. A todos os colegas e amigos, deixamos os nossos Votos de Natal Feliz na companhia dos que mais amam, e que 2007 seja melhor que 2006.

Um abraço
Teixeirinha

domingo, 17 de dezembro de 2006

Luis Rodrigues c/Vera Mónica


Esta foto está a ser posta a pedido do Luis Rodrigues, com a Vera Mónica (Filha do Alvaro), ao colo. Se ela ler este artigo, o Luis e restante Família desejam-lhe BOAS-FESTAS

sábado, 16 de dezembro de 2006

Porque é NATAL...



Do Minho ao Algarve...
De Cabinda ao Cunene...
Boas Festas a todos os Ex-BCA !

Mais um aniversário...

Hoje é dia de festa para mais um ex-BCA.

Desta vez é o meu amigo José Maria Pereira do Vale

Parabéns Zé Vale !

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Informática no BCA - Um Centro de Inovação

Recorremos ao ano de 1968, em que iniciámos a actividade informática, com um computador de pequeno porte, o IBM 1401, (imagem à esquerda - no Centro BCA) com 2 ou 4K de memória (?!), computador dito da segunda geração e cujo suporte de entrada e saída era o cartão perfurado.

Dois anos após, as necessidades de crescimento levaram à mudança para um IBM 360/25, este já chamado da terceira geração. O termo “360” foi escolhido, pela IBM, para enfatizar a natureza versátil do computador, que cobria um raio de 360º nas aplicações de gestão. De médio porte, com circuitos integrados (imagem à direita) e multi-programação, com periféricos magnéticos e com leitor de fita perfurada. Foi, então, a escolha acertada, como viria a revelar-se no futuro, e para a qual eu me orgulho de ter contribuído.

Integrámos praticamente todas as dependências e agências na Informática central, através da fita de papel perfurada. Aqui, há que relevar a grande colaboração e participação das pessoas que programavam e instalavam as máquinas de lançamentos, ( NCR32 e Burroughs imagem à esquerda), Lembro-me em particular, do José Rodrigues Martins.

Iniciámos uma prática, penso que, pioneira em todo o Portugal - a produção de extractos de conta, mensais e/ou trimestrais, com cálculo e crédito de juros trimestrais.

Desenvolvemos trabalho também na óptica de servir o cliente, nomeadamente com as demonstrações das contas C/Caucionadas e Ab/s/Letras, com apresentação mensal, em papel, do cálculos dos referidos números (positivos e negativos) e juros.

Informatizámos quase tudo o que era passível de informatização, com o equipamento disponível. Depois, apareciam aquelas situações pontuais, que nos davam grande “gozo”, como por exemplo, o processamento informático do nosso Rallye.

À semelhança de Babbage que tinha invenções mas que não tinha máquinas em que as pudesse por em prática (The Babbage Difference Engine- imagem à direita), ousámos meter ombros a uma tarefa ciclópica para o tempo.

Preconizei a utilização de uma “base de dados”. Tratava-se de produzir, a pedido, a impressão de uma folha de papel, com toda a posição do cliente, tipo carimbo que era aposto nas propostas de desconto de letras: Saldos (D.O. +PA +DP+CCC + CC/CAbS/L + LD+LC) e outras informações complementares e disponíveis para “ajuda” a decisões rápidas da gestão. Só que este sistema demorava cerca de 6 horas a produzir os resultados finais o que era incompatível com o nosso tempo de utilização de computador. Hoje, com os novos computadores, com velocidades de processamento impensáveis, com bases de dados e multi-processamento, e funcionamento on-line, seria “canja”, como se costuma dizer.

Podemos afirmar, que, ao longo do tempo de existência da Informática, tivemos períodos em que ultrapassámos de longe, ao tempo e comparativamente, a “casa mãe”, ou seja o próprio BPA, graças à boa equipa que éramos, coesa, voltada para a inovação, sempre na linha da frente. Contribuiu para isso, também, a visão que a direcção e administração do BCA tinha sobre o futuro, através do apetrechamento do Serviço com equipamentos necessários às realidades, mas sobretudo da valorização do seu pessoal, pela frequência de cursos de formação e de estágios em Portugal (BPA) e na África do Sul (Barclays Bank e IBM)., dos quais eu, particularmente, beneficiei.

A este período áureo, de grande expansão, sucedeu o declínio e a estagnação. Independentemente da sequência dos acontecimentos de 1974, veio ao de cima a tal máxima: “ O óptimo é inimigo do bom”! Alterou-se o que não se devia… e foi o fim. Esta fase, não me deixa saudades.

Resta-me a lembrança dos velhos tempos, de integrar uma óptima equipa, dos amigos, da possibilidade de pôr em prática a criatividade, da profissionalização e da experiência adquirida. Com este “know-how”, e, já agora, enriquecido também pela cultura BCA, adquirida nesta passagem por Angola, não foi difícil, de regresso a Portugal, de imediato, dar aulas de informática e entrar, por anúncio, numa grande empresa multinacional, na qual permaneci durante 25 anos, e de onde me reformei recentemente como responsável pela área da Informática.

Das pessoas, recordo algumas, que nunca mais voltei a ver, com bastante saudade. O Vieira, do gabinete de desenho; o Pereira da Silva, técnico dos elevadores e da electrónica das TV’s; pessoal das Relações Públicas; alguns dos envolvidos no Grupo Desportivo (onde cheguei a ser dirigente) e nas Festas de Natal; o pessoal do Rallye; a equipa de ténis de mesa; a equipa do hóquei, em particular o Cruzeiro, (ainda meu colega em Lisboa, antes de ir para Angola); em resumo, todos os ex-BCA’s em geral, mas sobretudo e em particular a minha equipa da informática.

Bem Hajam Todos

BL

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Estudante-trabalhador? Ou trabalhador-estudante? (1)

Já dei conta neste espaço de alguns dos primeiros momentos da minha iniciação profissional no BCA - o meu primeiro trabalho (sim... trabalho, mais do que emprego!).
Como então disse, comecei a trabalhar em 1963 naquela que foi a sede inicial do Banco e o seu primeiro "Balcão".
E relatei as "nossas" disputas para vermos quem era o mais rápido a manipular as máquinas mecanográficas.
Para melhor ilustrar o que era, então, o meu trabalho e o dos outros "operadores", reproduzo aqui o que li há dias no livro de "Joaquim de Lisboa" (também já por mim citado noutro texto) e que, a propósito das referidas máquinas diz o seguinte:
"...operar uma novíssima, mas muito barulhenta, máquina mecanográfica, da geração que antecedeu o uso generalizado dos computadores...". Estas máquinas mecânicas, eram de tal modo robustas que creio terem sido projectadas para serem operadas a ... murro! ... depois de introduzidos os dados...o desencadear dos cálculos e o seu descarregamento na ficha de cartão entretanto introduzida, era obtido dando uma seca pancada, com a mão em cutelo numa barra de desenho e robustez premeditada, para resistir ao ritmo de trabalho e aos humores do operador."
Ao ler as palavras transcritas revi-me novamente como operador na Contabilidade excutando centenas de lançamentos diários em contas correntes caucionadas. E lembro-me dos "momentos de mau humor" que algumas vezes me levavam a descarregar a má disposição com pancadas ainda mais fortes sobre a barra do "enter"; e não me recordo de alguma vez a dita barra ou a máquina, ela própria, se terem queixado!
E se se tratava de uma máquina defacto barulhenta, mais barulhenta se tornava quando era sujeita à tortura do operador. Imagimem, agora, pelo menos 6 máquinas, concentradas num pequeno recanto, a debitarem "decibéis". Acrescentemos a tudo isto o restante ruído produzido no rés-do-chão e no primeiro andar do Banco funcionando em "open space" , com excepção da secretaria e dos serviços de pessoal, e dos contíguos gabinetes da Direcção e da Administração.
E caras e caros colegas, garanto-vos que não era eu o único que por vezes tratava a NCR com menos meiguice. E tal acontecia, sobretudo, nos dias em que "talvez por cansaço" a mesma entrava em "coma", reclamando a precença do "técnico"...enquanto as malditas livranças, amontoando-se, continuavam à espera!
O trabalho era muito e cansativo sobretudo para quem, diariamente, no final de um dia de trabalho, rapidamente procurava sair porta-fora a caminho da Mutamba donde partia o Machimbombo (que não perdoava atrasos) que me levava ao Bairro do Café, onde ficavam a Escola Comercial Vicente Ferreira e o Instituto Comercial - deixando-me ainda a umas boas centenas de metros - para assitir a mais três ou quatro horas de aulas, que nunca terminavam antes das onze horas da noite. Naquele tempo, na verdade ainda não havia Estudantes-trabalhadores. Eu e outros colegas éramos, Trabalhadores-estudantes!

Lembram-se do Vitorino Rodrigues - Relações Públicas

Aqui vai uma "troca" de e-mails, recente:


Olá Borges Lopes
Tens razão . O carro era um Triumph Dolomite azul escuro. Os anos não perdoam a todos.
Um abraço
Vitorino

On 12/11/06, A. Lopes <borgeslopes@netcabo.pt> wrote:
Olá Vitorino:
Lembro-me muito bem de ti! Estavas nas Relações Públicas, junto ao Teixeira da Mota.
Lembro-me que tinhas um carro de marca inglesa, o que era raro ?! Ou estarei enganado. Os anos não perdoam !
Um abraço,
Borges Lopes

----- Original Message -----
Sent: Sunday, December 10, 2006 10:57 PM
Subject: blog

Olá Borges Lopes
Sou o Vitorino Rodrigues (Relações Públicas) e o Necas (Ex guarda redes do hóquei) disse-me hoje que havia o blog dos Ex-BCA.

Aqui estou a dar-te notícias. Nos últimos 5 anos tenho estado em Angola e numa das viagens encontrei o Rodrigues da Silva. Também estive várias vezes com o Telmo (irmão do Xilocas) em noites de Kizomba e com o Trindade e Ana Paz. Depois darei mais noticias. vou contactar o Texeira da Mota,Severa,Ilda,etc.

Aquele abraço
Vitorino

COISAS DE ANGOLA (3)

Olá meus amigos



Com a devida autorização do RUI LAUREANO SILVA, empregado da Blackwood Dodge, coloco aqui este "post", que toca o BCA e seus ex-colaboradores.
Esta carta foi colocada pelo Rui, no fio da Sanzalangola, BANCO COMERCIAL DE ANGOLA- EX-EMPREGADOS.
Este colega vive em Montreal.



"Olá Amigos.

Não trabalhei no BCA. Apenas passo por aqui para contar uma uma quase anedota que se passou comigo nesse banco e que mostra a seriedade e confiança das gentes naquele tempo.

Estávamos nos anos 59. Tinha acabado (?) os estudos e estava à espera de ir para a tropa. Para não andar a vadiar o meu pai, por intermédio do chefe da contabilidade, seu amigo de longa data, empregou-me na BLACKWOOD DODGE.
Meu primeiro serviço foi aprender a lidar com papeladas de bancos.

Um dia, o Esteves, chefe da contabilidade chamou-me e entregou-me um envelope com 400 contos (disse ele) para eu ir depositar ao BCA. Para mim não era a primeira vez que ia depositar, quer no BCA, quer no Banco de Angola. Enfim, pego a motorizada da casa e lá vou eu.

Chamam o meu número, dou a placa, o talão de depósito e o dinheiro que o funcionário começa logo a contar, com uma destreza que sempre me impressionou.
Chegado ao fim da contagem o caixa diz-me que faltam 20$00. Fiquei um pouco desconcertado, pois era a primeira vez que acontecia. Como era pouco experiente, fiquei a olhar para o caixa que me perguntou o que queria fazer, levar de volta o dinheiro todo, ou pôr 20$ do meu bolso. Procurei nos bolsos mas não chegava. Assim disse ao caixa:

- Olhe eu trabalho para a Blackwood. Nao é longe. Guarde-me aqui o dinheiro que vou buscar os 20$ e volto já.

Isto no sentido de evitar ir novamente para a bicha. Entretanto era quase meio dia.

Cheguei ao escritório e disse:
- Sr. Esteves, faltavam 20$.
- Bom, devo-me ter enganado a contar. Nao faz mal vai-se lá a tarde. Dê-me o dinheiro.
- Eu deixei lá o dinheiro com o caixa.
- E onde está o recibo?
- Não tenho, ele guarda-me o dinheiro até eu levar os 20$.
- O quê?... então você deixa 400 contos com alguém que não conhece? E agora quando lá for se ele disser que não foi com ele ou que não se lembra de si, o que é que você vai fazer. Já viu no buraco em que nos meteu a todos. Sabe quanto são 400 contos? etc, etc. Grande sermão e eu sem poder dizer nada em minha defesa.
- Vá lá depressa buscar o dinheiro, se ele ainda lá estiver. Mas vá a rezar para que não haja problemas.

Só então realizei a o incidente. Eu não conhecia o caixa de lado nenhum, nem me lembrava de o ter visto antes no banco. Lá fui eu na braza, rezando pelo caminho.

Quando lá cheguei vi o caixa, passei pela fila da caixa e com o coração a sair-me pela boca mas tentando mostrar-me calmo, disse para o caixa.

- Olha sabe, eu venho cá à tarde. Dê-me o dinheiro porque vamos fazer um depósito maior.

E o caixa, com a maior das naturalidades, baixou-se e entregou-me aquela pequena fortuna, como se se tratasse de uma carta ou outro qualquer papel...Calmamente saí do banco e só cá fora tive coragem para abrir o envelope comercial e, quando vi lá o dinheiro apeteceu-me dar um berro de contentamento.

Nunca mais esqueci este incidente. Chegado ao escritório, ainda não tinha aberto a boca que o chefe me perguntava:

-TAVA LÁ O DINHEIRO ???

E eu tentando parecer natural:
- Claro que estava. Eu conheço o homem...

- ISSO NÃO SE FAZ NEM COM CONHECIDOS ...

- Naquele tempo havia ainda gente séria. Hoje ainda deve haver também, não sei. Mas eu continuo a confiar nas pessoas..."

A comitiva hoquista do BCA em Lisboa para os Nacionais de 1972


Uma foto rara, segundo julgo saber. A comitiva hoquista do BCA (Directores, Seccionista e Jogadores), à chegada a Lisboa para os Nacionais de 1972, foi recebida pelo Sr. Arthur Cupertino de Miranda, em seu gabinete no BPA. Recordo que, na tarde desse dia, foi a comitiva apresentada à Imprensa, durante uma recepção no Hotel Tivoli. Uma grande operação de relações públicas, que mereceu do Presidente palavras de apreço e de orgulho sensibilizantes.

A foto é um quadro de alegria com sombras de tristeza. Alegria pelos êxitos desportivos e companheirismo vivido; tristeza pela emoção que nos faz deter o olhar e estremecer o coração ao recordarmos, num arrepio de alma, a obra, os anos e o talento dos que são hoje parte indissociável da nossa memória colectiva.


domingo, 10 de dezembro de 2006

RALLYE BCA 1971 e 1972





Encontrei mais duas recordações. As primeiras duas imagens são da medalha de agradecimento aos colaboradores do Rallye do ano de 1971 a seguinte é do ano 1972 e também é de agradecimento aos colaboradores. As recordações referem-se ao 14º e 15 aniversários do BCA.

Rallye do XVII Aniversário do BCA - 1974

Alvará concedido pelo

AUTOMÓVEL E TOURING CLUBE DE ANGOLA

ao Grupo Desportivo e Cultural do

Banco Comercial de Angola


para a realização do Rallye

.

Luanda aos bocadinhos...


Como pontos de referência, a MUTAMBA e o Estádio Municipal dos Coqueiros.
Localizem-se...

Mais um ex-BCA...muito especial !




Reconhecem-no ?

É ele mesmo, o Rui Olmo !

Para mim, apesar do tamanho, serás sempre o Ruizinho...!
Obrigada pela confiança.



Devidamente autorizada, publico as fotos e os contactos que recebi:
Telefone.- 21 931 22 39
Telemóvel.- 96 601 75 43

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Chilócas - Fotos do meu baú

O meu cartão de sócio do Grupo Desportivo


Parte da equipa de Basquete com um troféu ganho:
Em pé: Chilócas, Helder Baeta, Patrício e Zézé Teixeira
Em baixo: Fernando Sentieiro e Baldino.



Equipa de Voleibol:
De pé: Guedes Ferreira (Director), Zézé Teixeira, Chilócas, Branco,
Jerónimo Capon, Massagista (não me lembro do nome)
Em baixo: Teixeira da Mota (Jogador/Treinador), Zé Freitas (Capitão),
Anapaz, Zé Vale e Carlos Pereira

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Mais uma mini-história do quotidiano Luandense “ Resposta ingénua a pergunta… ainda mais ingénua”

As flores de papel


Em determinada altura, em Luanda, foi moda a utilização de pequenas flores de papel colorido na decoração interior das casas.

A nossa, obviamente, não foi excepção. Também lá se fizeram algumas composições decorativas com as referidas flores de papel, geralmente adquiridas nas agências funerárias (?!).

Minha mulher, um dia, dirigiu-se a uma agência para comprar as ditas flores.

O empregado apresentou-lhe uma grande variedade, tanto em cores como em formatos.

Foi então que surgiu a pergunta ingénua “ Porque é que os angolanos decoram com tantas flores, e de cores tão garridas, os caixões dos seus mortos?!.

“ É para lhes dar mais vida, minha senhora”! Foi a resposta pronta e convicta do empregado.

Abraço a Todos

BL