quinta-feira, 5 de abril de 2007

PÁSCOA FELIZ PARA TODOS


Caros Colegas,
Vou estar ausente até 9 de Abril, corrente.
Por essa razão, deixo aqui os meus votos sinceros de Páscoa Feliz para todos e respectivas Famílias.
Comam amendoas....... moderadamente, pois em quantidade, já estamos numa idade, em que não nos faz muito bem à saúde.
Um beijão para todos vós, da Colega Ilda Simões e de toda
a sua família.
UMA BOA E FELIZ PÁSCOA PARA TODOS E VOSSAS
FAMILIAS.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Revista Nortada


Mais uma vez foi publicado na Nortada, publicação do Sindicato dos Bancários do Norte um texto destinado aos Ex-BCA, já deu os seus frutos, já recebi contactos provenientes da sua leitura. Em nosso nome, os meus agradecimentos ao SBN.

O fenómeno do "estranhamento"

“...Consiste em provocar no leitor a estranheza que contraria a rotina.
...
Se uma mensagem é o que serve para modificar o comportamento do receptor, o seu valor é tanto maior quanto maior a susceptibilidade de trazer modificações ao comportamento do leitor.
...
Não existe motivação, quando o receptor conhece perfeitamente, por força da habituação, os mecanismos de uma mensagem facilmente descodificada.
...
O efeito inovador só se concretiza efectivamente, quando reconhecido à custa de um grau mais ou menos acentuado de estranheza.
...
É preciso produzir uma situação de ruptura, introduzir no discurso um grau de novidade, provocar um certo efeito surpresa por força daquilo que sendo inovador, aparece como inesperado.
...
Não é preciso que a mensagem seja longa, mas antes que seja nova.
...
O valor da mensagem está ligado ao inesperado, ao imprevisível e ao original...”

Carlos Reis “O Conhecimento da Literatura”

Sem pedagogia, trago-vos um pedacinho de leitura ajustado às nossas necessidades.
A reprodução do texto que acabaram de ler é de certo modo intencional.
Não faltam leitores ao nosso Blog, mas os que temos já não respondem a “...determinados contextos padronizados e lugares comuns estafados...”.

A tal estranheza, faz falta !

sábado, 31 de março de 2007

MAIS UMA RECORDAÇÃO


Aqui está outra foto onde se vê melhor a Teresa Alves, o Sr. José Monteiro e a Colega que não consigo lembrar o nome. Se alguém souber, que
faça um comentário, c/o seu nome para eu recordar. Já há muito que não apareciam fotos,
seguem estas agora. Beijos p/Todos especialmente para a Teresa.

MAIS UMA FOTO PARA RECORDAR COLEGAS


MAIS UMA FOTO QUE ME FOI CEDIDA PELA
MARIA TERESA DE JESUS CABRAL ALVES,
MINHA COLEGA DE SECÇÃO E QUE ENCONTREI ATRAVÉS DO COLEGA COUTO
CABRAL.
ESTÃO NA FOTO A NATY A TERESA E OUTRA COLEGA DA QUAL NÃO ME LEMBRO.
O SR. VIRGILIO FERREIRA E O SR.AVELINO DE ALBUQUERQUE (JÁ FALECIDOS) E O SR.
JOSÉ MONTEIRO. RECORDEM.

quarta-feira, 28 de março de 2007

PEDIDO DE AUXILIO - PARTE 2


Continuando a lista de Colegas que apenas constam nas nossas Listagem apenas com o nome e sem mais elementos, solicito a quem souber deles o favor de darem o m/contacto, para eu tentar actualizar a referida lista o mais possível:
-Carlos Alberto Pereira (O telf. que deu não está atribuído)
-José Mendes da Silva
-Luis Aberto Leite Pereira (Penso que vive p/o Porto ou arredores)
-Manuel José Martins
-Manuel José Romão
-Manuel Marques Barbosa
-Manuel Pinto Cardoso
-Maria Manuela Nova
-Maria da Graça Capelo Santos C.Mendes
-Maria de Lourdes Manso Sequeira
-Maria do Carmo Rodrigues Lucas (Drª) e seu marido
-Maria Dulce dos Santos Paiva
-Maria Gabriela Martins Malaguerra
-Maria Helena Figueiredo B.A. Abreu Mendes
-Maria Helena Quintas Zuzarte Ferreira Serra Santos
-Maria Helena Ribeiro e Silva
-Maria Isabel Calado Assunção
-Maria Isabel Pais Ferreira de Almeida.
Continua numa 3ª. e última lista.
Volto a informar que basta um toque para os meus contactos
Casa- 212230604 ou TM -917855900, que eu depois contacto p/saber os elementos.
Obrigado a todos os que visitam este Blogue e que possam dar informações para o contacto com estes Colegas. Bjs. p/todos da Ilda.
-
-Maria Antónia Paiva (Mulher do Agnelo Paiva)
-Maria Antonieta Martins Ribeiro
-

domingo, 25 de março de 2007

sexta-feira, 23 de março de 2007

PEDIDO DE AJUDA

Na n/listagem de Ex-Colegas do BCA, verifiquei
que existem mais de 50 , que apenas têm o s/nome na lista, mas não temos quaisquer dados de identificação dos mesmos, pelo que vou começar por pôr aqui parte dos nomes, para ver se alguém os conhece e lhes dá os meus contactos, para que consiga actualizar alguns dos nomes.
Como são muitos, vou começar por ordem alfabética:
-Abel Adolfo Morais de Carvalho (hoquista)
(Já foi a tantos convívios, que não acredito que
não haja um colega que nos possa dar a s/morada
ou nºs, de telef. ou TM, para eu lhe telefonar)
-Dr. Alexandre Manuel de Pinho Sobral Torres, que apesar de ter mail, o mesmo não é recebido.
Tirando o mail, nada mais consta da s/ficha.
-Gil Henrique da Silva Batalha
-Hernani Emanuel da Costa Maia
-Joaquim do Carmo Amaral e s/Mulher Ilda Alves Mendes (estiveram no último convívio em Setº./2006 e não deram nem morada nem quaisquer outros elementos)
-José Francisco Candeias Próspero
-José Henriques Patrício Teixeira (Penso que é o n/colega da Contabilidade conhecido por Zé-Zé), mas não tenho a certeza, é apenas um "feeling" meu.
-José Manuel Cristovão Simões
-José Manuel Freitas
-José Maria Esteves Martins
- Julio Ségio Machado da Conceição Felizardo
- Lilibete de Jesus Pereira
-Luis Alberto Santos Mourão Lourenço
-Luis Filipe Freire Alves Ferreira.
Nesta 1ª. parte do meu pedido de ajuda fico-me pela letra "L". No próximo vou continuar da letra "M", até ao fim do abecedário.
Deixo aqui os meus contactos:
Telef.PT-212230604 e TM-917855900.(Ilda Simões- Ex-Colega da Secção de Pessoal do BCA)
Basta que me dêm um toque a dar um nº. de telefone, que eu telefono e não deixo ninguém gastar dinheiro para dar os s/dados.
Peço a colaboração de todos que leiam este apelo, que nos ajudem a encontrar estes colegas.
Beijos para todos os Colegas ,da Ilda Simões.

Quero agradecer...

Ao Borges Lopes,
para quem vai inteirinho o mérito deste trabalho !
Aos Visitantes que por aqui passaram,
de acordo com o número de acessos, parece-me que contribuiu para captar a atenção de muitos colegas que, apesar de não se terem manifestado, devem ter ficado felizes por se reverem nas imagens que passaram neste Blog nos últimos dias.
Aos "Verdadeiros Artistas" desta festa,
tudo isto só foi possível porque houve participação.
Participação - a tal palavra mágica para que aconteça novamente em 19 de Maio

sábado, 17 de março de 2007

Vamos esperar para ver...

No cantinho mais escondido de um dos meus armários, dos tais que têm um bocadinho de tudo, fui descobrir uma preciosidade que já nem me lembrava que tinha.
Sei que, tal como eu, acham precioso tudo o que diz respeito ao nosso ex-BCA.
Por isso, resolvi enviar o que encontrei àquele que mais percebe de novas tecnologias – o Mestre Borges Lopes.
Com a simpatia a que já nos habituou e a quem agradeço publicamente, irá começar a reproduzir, em breve, um "vídeo" repartido em 5 blocos de cerca de 10 minutos cada, por ordem cronológica e à medida que forem estando disponíveis.

Éramos assim há uma dúzia de anos.
Rostos amigos, nomes que ocorrem, lembranças que surgem.
Vamos esperar para ver...

quinta-feira, 15 de março de 2007

Carnaval é Carnaval...

Após combinação prévia com a Julieta, desloquei-me a Canas de Senhorim em festa de Carnaval. A multidão aglomerava-se no itinerário do desfile, procurando os melhores lugares, e eu e meus familiares achávamos difícil o encontro no meio de tanta gente. Foi então que as novas tecnologias entraram em acção e, os telemóveis de ambos os grupos nos encaminharam no sentido certo. À surpresa seguiu-se a alegria de nos vermos depois de tantos anos, e logo começámos a pôr a conversa em dia. Com a Julieta estavam o seu marido, também ex-bancário em Angola, e uma amiga (natural de Angola) e o marido. Os temas de conversa foram os mais variados e a tarde passou-se em agradável cavaqueira, fazendo esquecer, um pouco, o frio que a neve da Estrela espalhava por ali.

Assistimos ao desfile, todo ele concebido, feito e apresentado por “filhos da terra”, que mereceu os aplausos de toda a assistência pelos momentos de beleza e boa disposição que nos proporcionou.


quarta-feira, 14 de março de 2007

Luanda, Porto e Moamba

Esta foi a associação de nomes que me ocorreu, para catalogar este pequeno artigo.

Luanda, cidade onde eu fui feliz, durante alguns anos da minha vida. Moamba, um dos pratos característicos da cozinha angolana, de que muito fiquei a gostar. Porto, por ser uma cidade de eleição, de que gosto muito também, e onde, há dias, almocei este magnífico pitéu angolano. Razão tinha o Renato Santos, ao recomendar-mo.

O restaurante é na rua do Campo Alegre e tem este mesmo nome (www.campoalegre.eu). Foi uma “moambada” à maneira, com o indispensável “funge”. O restaurante tem muito bom ambiente, o Pessoal é muito afável e o “serviço “ de primeira categoria. O seu proprietário, Senhor Carlos é um magnífico anfitrião. Tem a vantagem de ter, mesmo em frente, um amplo parque de estacionamento.

Um pormenor importante: o cozinheiro é africano, e isso faz a diferença! Se gostarem deste prato angolano, não percam a oportunidade….

Um abraço e bom apetite!
BL



Como apontamento, apresento uma foto, obtida nesta minha breve passagem, esta "Pérola" de um Porto antigo, ainda cheio de maravilhas.

sábado, 10 de março de 2007

Um Bilhete para ti, Júlia...

Onde quer que estejas, sei que vais ler estas linhas...
Foste dos primeiros nomes que citei, quando comecei a escrever neste espaço.
Quando penso em ti, vejo-te sempre a sorrir, foi assim que te vi pela última vez...
Aproveito esta imagem, onde marcaste presença, para te prestar a mais sentida homenagem.
Agora sim, Júlia, por ti faço o meu minuto de silêncio...

terça-feira, 6 de março de 2007

UM MINUTO DE ALEGRIA


Retirem 15 anos a este foto e revejam com alegria um rosto bonito numa figura saltitante, irreverente e familiar.



Partilhei com a MARIA CLARA MIMOSO GOMES DE AMORIM e seu marido, o “Manel”, momentos saborosos de convívio durante um jantar em Lisboa, nos idos de 1990.Depois, ainda tive algumas notícias da Clara, mas esfumou-se na natural cisão das nossas ocupações ( e preocupações ). Tentarei reencontrá-la por esta Lisboa imensa e pouco humanizada, para a trazer de novo ao nosso convívio. Menos para recordar e muito mais para saborearmos a força de uma pequena-grande Mulher, que soube impor-se pela sua competência e pela graça de transformar a vida num sorriso permanente, quase maroto. Residia e reside aí, por certo, o seu encanto, indiferente ao passar dos anos.

Luís Teixeira da Mota

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Andar a pé e conhecer o passado



Já uma vez neste Blogue tive o grato prazer de publicar umas fotos que efectuei na Ribeira de Gaia com vistas para a Cidade do Porto. As imagens foram poucas para não saturar este espaço, mas geraram agrado e bons comentários.

Muito recentemente descobri uma forma muito simples de passar o tempo. Conhecer uma das cidades mais bonitas de Portugal. Pois é meus amigos estou a falar do Porto. É uma cidade multifacetada que dispões de um historial fabuloso e uma arquitectura de um passado recente e distante fantástica.

Mas o Porto não se resume aos locais de habitual passagem, ou seja a Zona Comercial. Tem muito mais, que só visto ou reproduzido em imagem, pode abrir o apetite a quem não conhece e mesmo aqueles que conhecendo a cidade nunca se aventuraram a caminhar sobre ela devido aos seus grandes declives, por mim falo que durante muito tempo a ignorei.

Pensei publicar mais fotos, mas como o problema se mantinha e porque nas minhas deambulações pela Internete procurando informações literárias de um Homem do Porto de nome Helder Pacheco que melhor me ajudassem a descobrir e entender as ruas, ruelas, monumentos e seus significados, encontrei uma maravilhosa página com imensas fotos que vos aconselho a ver cliquem no link abaixo e digam da vossa justiça o que acham:

Carreguem na imagem que pretendam ampliar.

www.pbase.com/jandrade/ruas_do_porto&page=1

P.S. e consultem também:

http://amen.no.sapo.pt/

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

UM MINUTO DE SILÊNCIO

Uma pausa no curso diário do nosso Blogue, para testemunhar aos que foram dirigentes do BCA – e cedo partiram – o respeito pela sua memória e o reconhecimento por terem partilhado, a nosso lado, momentos colectivos de expressão e de exaltação institucional.

Uma foto que, junta a outras do álbum profissional de cada um de nós, traz à evocação magoada tantos rostos familiares que nos acompanharam na senda da vida, Companheiros outros a que nos ligavam afectos de alma.

E na transversalidade das Fés, reflectida no Além- Mar das nossas convicções, fica de TODOS eles, Companheiros e Companheiras de uma juventude longínqua, um sentimento de perda, compulsado neste minuto de silêncio recolhido, que nos cumpre sublimar através da exaltação dos Valores da Vida.


Luís Teixeira da Mota

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Parabéns Manuel José Martins

O agora



É meu hábito dar os Parabéns no dia e nos comentários. Mas hoje resolvi ser diferente e estou aqui, tal como sou agora a enviar-te os meus parabéns e votos de longa vida cheio de saúde, alegria e amor. Só hoje vi que tinhas feito anos ontem, mas como estou há 10 dias em casa dos meus
filhos porque o m/marido foi em serviço aos Açores, tenho vindo pouco ao PC.
O antes-à esquerda.

Acho que te lembras de mim da Secção de Pessoal e também 6 meses na Tesouraria, muito perto de ti. Também creio que foste uma vez pelo menos a Sesimbra, quando eu tinha o Café Mussulo.

Desejo-te tudo o que mais se pode desejar na vida a um amigo, saúde, felicidade, harmonia, amor, paz e algum dinheirinho, para que se possa conjugar tudo isto.
Mil beijinhos de Parabéns da tua Colega e Amiga. Ilda Simões

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Mais um miminho...

Lembram-se do ex-BCA, mais conhecido pelo Martins do Estrangeiro?
Faz anos hoje.
Parabéns Manuel José Martins!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

RECORDAR É VIVER...

Mais uma vez estou a colocar aqui este site. Foi actualizado com mais 830 fotos. Isto deve-se ao trabalho do meu amigo Vitor Carrilho. Bem Hajas.


www.nossoskimbos.com

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Maria Ercília Dores de Sousa - 8 de Fevereiro

Hoje, também faz anos, a nossa ex-Colega da Secção de Letras,

MARIA ERCíLIA DORES DE SOUSA.

Em nome de todos os teus ex-colegas do BCA, desejamos-te que tenhas um dia muito feliz e os nossos PARABÉNS, com votos de longa vida, na companhia do teu marido, filhos e netos

ILDA SIMÕES



À amiga de sempre...



Feito o balanço destes anos todos, diz-me se não foi este o acontecimento mais importante da tua vida...
Parabéns Ilda


PARABÉNS ILDA POR ESTA DATA FELIZ



A Nossa Menina Ilda faz hoje anos vamos todos cantar--------Parabéns a você nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para a Menina Ilda, uma salva de palmas. Ilda desejo que tenhas um dia muito feliz, mereces, muitas felicidades, um beijinho muito grande.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

ANIVERSÁRIO DO BORBA- 6/02/2007

COMENTÁRIO Nº. 8 DA ILDA SIMÕES

Meu bom amigo Borba. Em primeiro lugar os meus sinceros Parabéns com votos de que este dia se repita por muitos anos, com mais saúde do que a que tens neste momento . Estes votos são extensivos por parte do Luís e do Zoca que te enviam um abraço.



Medalha Comemorativa do Décimo Aniversário do BCA

Mais uma relíquia... com 40 anos

Obra produzida por:
José Rodrigues

" Nasceu em Luanda, 1936. Escultor e desenhador.Formado em Escultura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP), realizou numa primeira fase um trabalho multidisciplinar, com obras que abrangiam, para além da escultura, áreas como a gravura, a medalhística, a cerâmica, a ilustração e a cenografia. Simultaneamente, foi docente de escultura na ESBAP, actividade que abandonou em 1998, e dedicou-se à animação cultural, tendo sido um dos fundadores da Cooperativa Árvore...

... A relevância do conjunto da obra de José Rodrigues no panorama das Artes Plásticas portuguesas das últimas décadas foi diversas vezes reconhecida, quer pelos prémios que lhe foram já atribuídos (nomeadamente, o Prémio Soctip «Artista do Ano», em 1990, e a condecoração com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1994), quer pela participação em bienais internacionais como representante de Portugal, o que aconteceu logo na década de 70 (São Paulo e Veneza)... " (in http://www.campo-letras.pt/)

Recordando...


Quem não desejaria hoje um CUCA fresquinha...numa das belas praias da Ilha de Luanda ou em qualquer outra da bela costa angolana? E os fumadores, a quem todos os dias dizem que o tabaco mata, não terão saudades do velho AC?
Pois é!...
Para já fiquemos com as imagens! Mas nada de desanimar, porque um dia poderão saciar-se, mesmo que com uma CUCA em lata, fruto dos tempos modernos e das novas tecnologias.
Venham de lá essas importações angolanas. Faça-se concorrência à China.
Um abraço

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Mário Vaz - Canadá


Envio aqui um scanning de um brinde BCA (pisa papéis) que encontrei ontem
numas caixas minhas, de que já nem me lembrava.

Um abraço
Mario Vaz

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

ALMOÇO-DEBATE DE 27.1.07 (2)

O BLOGUE- Mais do que uma prova de vida

O nosso Blogue, iniciativa do A. Borges Lopes – logo abraçada num elo de solidariedades – foi naturalmente objecto de ponderação no almoço-debate de 27 de Janeiro passado, visando a obtenção de contributos que pudessem gerar uma maior participação dos ex-BCAs e, em paralelo, a sua projecção no espaço e no tempo.

Adormecido um pouco- o que é natural – no período natalício, as opiniões dos participantes convergiram agora para algumas acções dinamizadoras deste nosso diário electrónico:

- Aumento desejável do número de “Colaboradores” (o que é expectável após o Encontro de Maio), apelando aos que, pontualmente e por razões várias, têm quebrado o ritmo da sua participação;

- Abertura a sugestões dos nossos Colegas para, através de e.mail dirigido ao “Administrador” do Blogue, valorizarem os seus conteúdos e melhor definirmos uma linha de rumo;


- Produção de um “data show”, com imagens do Blogue e fotos ainda não divulgadas, a apresentar no decurso do almoço-convívio de Maio;

- Promoção, através de contactos telefónicos e por e.mail, de uma maior consulta do Blogue pelos Colegas, visitando-o com outra frequência por forma a alargar o âmbito deste instrumento de comunicação (acção já em marcha acelerada );


- Inclusão desde já na 1ª. página do Blogue de uma pequena “caixa de diálogo”, tipo “Messenger” (já posto em prática);


- Definição de um conjunto de princípios e de critérios para nortear os conteúdos, enquadrando-os nos reais interesses e objectivos do Blogue, sem coarctar o direito indeclinável à liberdade de expressão. Texto a submeter brevemente à consideração e aprovação dos demais “Colaboradores”, para valer como regra geral de conduta, logo que consensualizada; desde já, e sem prejuízo da inclusão de outros princípios orientadores, fica o pedido de opção por textos mais curtos, sempre que possível acompanhados de imagens.


Estou convicto de que o esforço continuado do grupo dos actuais ( e futuros ) “Colaboradores”, o esperado acréscimo de visitas ao Blogue e a participação sensata dos “Comentadores” produzirão resultados positivos na coesão e no encontro regular da solidariedade activa.

O Blogue é, para além de uma “prova de vida”, uma fuga à letargia dos nossos tempos e um exemplo mais do dinamismo que aprendemos e praticámos na escola da vida.

Há 40…30 anos. Hoje, como amanhã.


Luís Teixeira da Mota

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

ANIVERSÁRIO DO LUIS RODRIGUES


Com bastante atraso e devido a problemas no meu PC, não vos dei conhecimento que o n/Colega Luis Rodrigues era aniversariante no dia 29 de Janeiro de 2007.
Eu pessoalmente, dei-lhe os parabéns, mas não consegui pôr no Blogue, como era meu desejo.
Mais um grande beijo de Parabéns da Tia Velha. Ilda Simoes.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

ALMOÇO-DEBATE DE 27.1.07


Decisões à mesa do diálogo


No sábado passado, dia 27 de Janeiro, realizou-se um almoço-debate entre os Contributors do Blogue, com uma participação activa e interessada dos Colegas radicados no Norte ( Paulina e Amândio Caldeira ), a par da Ilda Simões – alma mater destas iniciativas – da Severa, Chilocas, Teixeirinha, Borges Lopes e Teixeira da Mota.

Apenas faltou o Renato Santos, ao que julgamos por razões pessoais, mas participaram também no almoço a Manuela (lembram-se? da Contabilidade), a Ana Soledade, o Zé Ponge ( Ah,”seculo”, que andavas desaparecido…) e o Artur (tivemos de rebobinar 30 e tal anos para o identificarmos, agora disfarçado numa careca assumida e num refinado bigode), além de familiares.

Na 2ª. parte do debate, que se prolongou por mais de uma hora, foi feito um ponto de situação sobre o nosso Blogue e a sua necessária vivificação, o que suscitou uma serena e valiosa participação, com sugestões muito válidas, a que me referirei em próximo Post.

O almoço – esse valeu pelos abraços, pelo convívio, pela animação, pela música e pela visão antecipada do que será o Encontro de Maio.

Mas valeu especialmente pela inesperada participação de uma jovem que é agora um sorriso feito Mulher e que tocou, pela fácil integração no grupo, a corda cada vez mais frágil das nossas emoções. Chama-se Vera Mónica e é filha do Álvaro Baptista e da Milú.

E.T.

Peço desculpa à VERA, que não é Lúcia ( como por lapso escrevi no texto inicial ) mas VERA MÓNICA e agradeço ao “Administrador” do Blogue a correcção imediata – uma das suas funções, que o obriga e estar de serviço 24 horas por dia…como nos Rallies do BCA.

Em tempo de pedido de desculpas, este dirigido a todos os Amigos, informo que devo ter carregado no “pedal” errado do meu teclado e pulverizei, com pasmo e mágoa, os oportunos comentários ali apostos com graça e condescendência.

Se os puderem repetir, agradeço, para constarem futuramente na nossa história colectiva, como é devido.

Luís Teixeira da Mota




domingo, 28 de janeiro de 2007

Notícia fresca...


Um clique na imagem e conseguirão ler parte do e-mail recebido hoje.

ANIVERSÁRIO DO BCA- 28/01/1956

O Banco Comercial de Angola, completava hoje 51 anos. Era o dia do n/Jantar de Aniversário.
Fizemos ontem um almoço com alguns colegas, cujo motivo era outro, ou seja, tentarmos trabalhar na listagem dos ex-bca, para conseguirmos o maior número possível de participantes no Almoço Convívio a realizar em Maio próximo, mas no qual fizemos um brinde por este aniversário e com um bolo c/a imagem do n/BCA, que há excepção de 2 colegas que por motivos particulares não puderam estar presentes até ao fim e não chegaram a ver este momento da cerimónia, mas que não posso de deixar de pôr aqui com os "PARABÉNS AO BCA", na pessoa de todos os colegas que lá trabalharam.

Um abraço para todos da Ilda Simões

Estatísticas - Sondagens - até 27.01.2007

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Um soneto de Rui de Noronha - Moçambique


[SOM]

ANTÓNIO RUI DE NORONHA
( 1909 – 1943 )

PRECURSOR DA POESIA MOÇAMBICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA

"ANTÓNIO RUI DE NORONHA nasceu em 28 de Outubro em Lourenço Marques, filho de Roque das Neves Noronha, despa­chante oficial de origem goesa e de Helen Sophia Bilankulu, de origem zulu, nascida na África do Sul... Depois de concluir o quinto ano no Liceu 5 de Outubro, (mais tarde Liceu Salazar e hoje Escola Secundária Josina Machel), Rui de Noronha fez con­curso para os Caminhos de Ferro, em que obteve boa classifica­ção, tendo sido colocado como aspirante. A sua estreia literária teve lugar aos dezassete anos em O Brado Africano (1918-1975) .... Assinou com os nomes de António Rui de Noronha, Rui de Noronha ou as iniciais R.N. Usou ainda os pseudónimos de Ritmo Negro, Cancarrinha de Aguilar, Can­carrinha, Xis Kapa… Legou um obra inolvidável, dispersa no "O Brado Africano", "O Programa dos Teatros", - Miragem, "Anseio", "O Emancipador", "Notícias", "África", que retratam, o poeta, o pensador, o activista social, a primeira voz... de Moçambique ".


(in “África Surge et Ambula” – Livro e CD )

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Para que conste...

Finalmente, voltei a receber um e-mail do ex-BCA:

Antonio do Nascimento Anapaz
Services Manager Medilab Ltd
Rua Afrâneo Peixoto No. 45 - Alvalade Luanda - Angola
Phone Nr. +244-222-354446 Fax Nr. + 2454-222-358786
mailto: antonio_anapaz@yahoo.com.br
antonio@medilab.cc

Pelo 1º endereço electrónico parece que está no Brasil.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

ACÇÕES DA CUCA


COMENTÁRIO Nº.6 - POR ILDA SIMÕES
Alguém, quase no inicio deste Blogue se lembrou das Acções da Cuca, creio que foi a Severa, que até disse que pensava que estava rica c/essas Acções.
Pois bem, andando a procurar tudo o que tenho do BCA e s/Associados, acabei por encontrar as minhas Acções e mando aqui uma delas, para se recordarem. Um beijo da Ilda.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Por falar em poesia...

Adoro poesia e enquanto espero que surja o poema da grande poetisa Alda Lara, vou tentar, com a simplicidade de que sou capaz, traduzir o meu Tempo em verso.

G ente simples, terra boa...
O tempo feito de abraços!
A terra dos primeiros passos...

L onge dos sonhos de criança,
U ma vida de emoções...
A alma cheia, o peito leve!
N ela o tempo sempre breve,
D e alegria e de ilusões,
A vida feita de esperança...

L evei tempo a perceber,
'I nda hoje não sei dizer,
S e gosto de ti para viver.
B ocados de mim são teus,
O s meus pais... filhos meus!
A onde paro, sabe Deus...

Um poema de Alda Lara - Angola





(ALDA LARA - Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque. Benguela, Angola, 9.6.1930 - Cambambe, Angola, 30.1.1962). Era casada com o escritor Orlando Albuquerque.Muito nova veio para Lisboa onde concluíu o 7º ano dos liceus. Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e Coimbra, licenciando-se por esta última. Em Lisboa esteve ligada a algumas das actividades da Casa dos Estudantes do Império.

Declamadora, chamou a atenção para os poetas africanos. Depois da sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira instituiu o Prémio Alda Lara para poesia.

sábado, 20 de janeiro de 2007

IMPOSTO GERAL MINIMO

COMENTÁRIO Nº.5- POR ILDA SIMÕES


Envio a imagem do talão do "IMPOSTO GERAL MINIMO " do ano de 1974, o qual era mais conhecido por "IMPOSTO PALHOTA", se bem se lembram e que está em nome do meu marido.

Como no meu tempo de Baixa, tenho vários momentos em que me sinto bem, andei à procura de documentos que pensava que estavam muito bem guardados e afinal estavam dentro de várias capas plásticas e noutros sítios onde fui encontrar este .

Não é que diga respeito em especial ao BCA, mas era um dos impostos pagos na n/inesquecível Angola e portanto resolvi inseri-lo no n/Blogue. Para relembrar.

Beijos para todos os EX_BCA.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

O Selo de Povoamento


Todos nos lembramos do selo de Povoamento. Ele perseguia-nos a toda a hora e em qualquer local. E não havia documento ou acto que não estivesse a ele subjugado. Havia selos de diversos valores.
Confesso que ao contrário do que hoje se passa comigo, naquele tempo eu via com bons olhos o pagamento daquele selo porque "sentia-se" que Angola estava em crescimento e os nossos impostos eram bem aplicados (pelo menos aparentemente).
São eles, os selos de Povoamento, os protagonistas da história (real) que vou relatar e de que, estou convencido, quase todos se recordarão.
Em 1973 (se o ano não me atraiçoa) foi detectada no BCA um fraude com cheques, que procurarei relatar o mais fielmente possível.
Como é evidente, um cheque “PAGO” não pode ser objecto de novo pagamento. A não ser por métodos fraudulentos.
E para não haver dúvidas, como sabemos, o cheque pago era carimbado como tal e de forma bem legível, normalmente com a menção "PAGO e data de pagamento" (estou a situar-me nos métodos que antecederam as novas tecnologias, como é obvio).
Então em que consistiu a fraude com os cheques pagos no BCA?
Os cheques estavam sujeitos a selo de Povoamento e eram selados no verso. Ao certo não me recordo qual era o correspondente montante. Mas como havia selos de valores diversos era sempre possível selar o cheque com vários (parciais) perfazendo o total.
E assim, alguém no Banco se encarregava de reintroduzir cheques pagos no circuito, depois de tapar com os selos adequados o carimbo de PAGO.
E o cheque voltava a ser apresentado a pagamento sendo considerado como bom salvo se não houvesse saldo diponível na conta.
Repare-se que ao tempo os cheques não eram tratados por leitura óptica e portanto o seu lançamento em conta corrente era sempre feito nos serviços de Depósitos.
E assim foram sendo pagos segunda vez vários cheques. Até que um dia alguém se queixou do débito indevido do mesmo cheque.
A fraude acabou, como não poderia deixar de ser, por ser detectada pela Inspecção do Banco e em consequência, durante algum tempo, a Direcção dos Serviços de Organização e Produtividade foi chamada a estudar a forma de impedir que cheques pagos pudessem voltar a ser apresentados.
Fui o principal responsável por esse estudo. Sinceramente já me não recordo de qual foi a solução final. Mas sei que o maior obstáculo que tivemos que ultrapassar teve a ver com a “dificuldade” em carimbar-se o rosto do cheque em vez do seu verso. Sobretudo para os cheques de outros bancos que teriam que passar pela Câmara de Compensação.
Mas acabou por encontrar-se uma solução e talvez outros colegas possam recordá-la melhor do que eu.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

UMA EVOCAÇÃO E VÁRIAS REFLEXÕES


O futuro dos povos, tal como o das instituições, emana de uma reflexão crítica – serena, construtiva e imparcial – do seu passado, que não pode excluir uma evocação, o mais racional possível, da sua história, factos e pessoas que formaram a sua estrutura axial.

É também no passado colectivo que encontramos hoje vínculos de solidariedade activa e as raízes dos melhores e mais perduráveis valores.

Por isso que, trazendo ao nosso blogue algumas evocações ( e fazendo-o sem nostalgia doentia, arredando questões menores ou laterais ) tal comporta – da mágoa ao sorriso – um sentimento de gratidão e um estímulo adicional para apreciarmos o presente com outra qualidade.

E evocar esse passado quando ainda temos presente e futuro, amamos a vida e partilhamos solidariedades, significa também acrescentar às nossas relações pessoais, familiares e sociais uma experiência enriquecida, tão livre quanto responsável, assente no equilíbrio das nossas posições e na desejável partilha dos valores perenes. Sublimando sentimentos e racionalizando emoções, não perdemos de vista igualmente o futuro pessoal e colectivo.

Por mim, recordar uma vivência outrora intensamente partilhada e agora filtrada por uma serenidade distanciada, será sempre útil e a forma inteligente de olhar o futuro com esperança e outra espiritualidade. Digo-o sem qualquer intenção moralista ou dogmática.

Serve este texto reflexivo, aparentemente generalista, como introdução dialéctica para o mosaico fotográfico que nos transporta aos anos de 1977/8 , aquando do 1º. Rencontro dos ex-Colaboradores do BCA. Achei que era o tempo oportuno para lhe dar expressão e relevo no nosso blogue – este fascinante e necessário encontro quase diário, que saberá encontrar o seu rumo e a sua cadência.



Luís Teixeira da Mota



terça-feira, 16 de janeiro de 2007

PUBLICAÇÃO BCA NA NORTADA


Já foi publicada na revista Nortada do Sindicato dos Bancário do Norte a imagem em destaque. Não foi possível efectuar outro tipo de imagem mais apelativa devido à falta de espaço, mas é melhor que nada. Esta revista chegou hoje à minha caixa de correio, pelo que se tudo correr bem como espero, durante os próximos dias irei ter que fazer. Agradeço a colaboração de todos os visitantes do Blog para a divulgação do n/pedido.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Há dias... e... dias !

Há dias em que parece que as vinte e quatro horas passam por nós sem deixar rasto, são os dias insossos, cinzentos, sem tom, nem brilho, nem som que nos desperte. Outros, pelo contrário, deixam-nos marcas indeléveis para o resto da vida.

Hoje foi um desses dias que não irei esquecer certamente. Desloquei-me a Almada para fazer a revisão e inspecção do carro, e dada a necessidade de deixar a viatura, fiz a viagem de retorno no comboio da Fertagus, viagem agradável, que só fizera uns dias a seguir à sua inauguração.

Tirei o bilhete, numa das máquinas disponíveis na estação, e constatei que paguei a módica quantia de 0,80 euros, contra a desfaçatez de me identificarem como 3ª IDADE/ REF./PENS. (aqui só faltou chamarem-me também de IDOSO).



Pois é, meus amigos, um homem julga-se e sente-se ainda na meia idade e vêm de lá as estatísticas e pregam-nos esta ignomínia na testa. Fiquei como devem calcular...

Estou a brincar, mas até vou guardar este bilhete para saber em que dia fui obrigado a sentir-me mais velho, porque deste epíteto já não me livro até ao fim dos meus dias.

BL

domingo, 14 de janeiro de 2007

Em memória

É certo que a descolonização já passou há muitos anos, mas as lembranças que temos dessa época e do passado anterior, essas parece que passaram ontem como um filme, muito depressa. E se pensarmos rapidamente encontramos histórias do nosso dia a dia tão interessantes que é pena serem guardadas na memória

Quando trabalhei na dependência de S. Paulo em Luanda, tinha um colega infelizmente já desaparecido chamado Belmiro Ferreira Pinto. Era uma figura muito querida por todos que o conheciam, muito polémico em gastos, só gastava o indispensável e necessário furtando-se sempre ao supérfluo. Das muitas situações que assisti tenho uma que entendo como das melhores, mais engraçadas e curiosas.

Um belo dia apareceu na dependência um casal que queria falar com o Belmiro. Recebeu-os numa pequena sala de estar da dependência e aí estiveram bastante tempo a conversar. Sabíamos que o casal vinha falar com o Belmiro para lhe tentar vender um andar e começamos a ficar admirados com a demora, pois sempre que alguém o abordava para vendas, era rápida a conversa, mas nesta não.

Mais de uma hora depois, o Belmiro muito sorridente despediu-se do casal com um sorriso muito aberto, acompanhou-os à porta e despediu-se. Perguntamos-lhe se tinha comprado algum andar e ele disse que não, sorriu e foi trabalhar.

No dia seguinte apareceram novamente na dependência os mesmos senhores acompanhados de mais duas pessoas, entraram para a pequena sala e o Belmiro foi ter com eles levando alguns papéis. Estiveram a falar bastante tempo, sempre com sorrisos, vimos que houve assinaturas em vários papéis e dissemos uns para os outros, pronto já deram a volta ao Belmiro.

Acabada a reunião os promotores saíram, despediram-se e foram à vida. Aqui perguntamos: Então Belmiro quanto custa a casa. Riu-se e com o ar mais natural do mundo fez este comentário, comprei uma casa! Só se estivesse maluco! Vendi foi um terreno.

Foi um facto que aconteceu, do qual me lembro e que merece ser recordado até para lembrar este colega infelizmente falecido.

E eu que gosto de pescar!




Caro Borges Lopes,

Já que falamos de pescaria, aqui ficam algumas fotos deste "pescador amador" que sempre que pode não deixa de tentar enganar um peixito. E de vez em quando consigo enganar uma corvina ou um robalo. E que bons são assados "ao sal"!
Quanto a enjoos, "nem te digo, nem te conto". No Tejo, entre V. F. de Xira e a Ponte Vasco da Gama, já vivi alguns momentos em que "ia morrendo"! Mas quando um dia, quase desmaiado, uma corvina "picou" não houve enjoo que me impedisse de a trazer para bordo. E pesava 1,5 kg (o que já não é muito vulgar). A seguir... bom a seguir ... lá me dediquei mais uns bons minutos a "engodar".

É pena que aqui não seja tão fácil pescar quanto era em Angola! Mas quando lá estava eu não tinha ainda o "vício" da pesca!

Uma pescaria no atlântico em 1974

O Felizardo Loureiro, operador de computadores do centro de informática do BCA, tinha um tio, proprietário de uma traineira de pesca, que operava a partir do porto de Luanda.

Depois de várias conversas sobre pesca e pescadores, desde o comprimento dos peixes, até à quantidade dos mesmos (a maioria dos “pescadores” prima pela sobrevalorização destes dados), surgiu a oportunidade de dar satisfação à nossa curiosidade.

Combinámos, então, uma pescaria, entre os informáticos do BCA, com a necessária disponibilidade do tio do Felizardo, para nos proporcionar esta aventura.

Na data aprazada, um sábado de manhã, partimos do porto de Luanda, para o alto mar, a uma distância de cerca de trinta quilómetros da costa.

Cada um tinha a sua missão distribuída. A maior parte do grupo estava destinada à pesca propriamente dita, e eu tinha como missão especial tratar do almoço.

Desbobinaram os “aparelhos” lançando-os ao mar. Era assim que chamavam às linhas com os anzóis e os respectivos iscos. Convém que tratemos aqui as coisas pelos respectivos nomes, inclusivamente porque nos dá um certo ar “de entendidos” nestas artes da pesca.

Depois de feita a manobra necessária, e efectuarmos uma pausa, ficámos a aguardar que, ao longo do dia, o peixe picasse o isco, para finalmente se proceder à respectiva recolha.

O barco embalava-se docemente sobre as águas, em movimento pendular, ao sabor da fraca ondulação daquele dia.

Estava tudo a correr bem, quando, inusitadamente, se dá uma “baixa” na tripulação. Quem ? Precisamente eu! Habituado a ter os pés assentes na terra, fiquei horrorosamente enjoado:. tonturas, palidez, náuseas e, finalmente, vómitos. Enjoo era palavra que não constava no meu dicionário. Ainda me falaram nisso, mas qual quê… Enjoos, só para os fracos. As minhas únicas viagens de barco, tinham sido as travessias do Tejo, entre Lisboa e Cacilhas, onde nunca me tinha dado mal, mas aquele baloiçar lânguido no Atlântico, ao início muito agradável, deixou-me completamente de rastos.

No desespero, comecei a comer as laranjas, que estavam destinadas à nossa sobremesa! Comi-as todas e deitei-me longitudinalmente no chão do barco, a ver se a crise passava… Mas qual quê, cada vez se agravava mais! Tive que me aguentar; enquanto a pescaria continuava de vento em popa.

Para mim, foi um dia para esquecer pela má disposição, mas enriquecedor em termos de convívio e de recolha de conhecimentos sobre a vida no mar. Fiquei a saber, por exemplo, que o tubarão é um peixe oportunista, porque como tive ocasião de observar, os tubarões atacavam os peixes, para os comer, precisamente no momento em que estes eram içados para a traineira.

Os meus colegas da aventura, nada comeram da tal refeição que eu iria confeccionar, e nem sequer a uma laranja tiveram direito, no entanto, perdoaram-me, com o compromisso de na próxima vez não me propor para a importante missão de cozinheiro, e de trazer na bagagem alguns comprimidos de Vomidrine.

No dia seguinte, com algum do peixe apanhado, foram todos convidados a comer, em minha casa, uma caldeirada “à maneira”. Estava tão saborosa que não acreditavam ter sido feita por mim, mas foi! Foi a recompensa pela minha falha do dia anterior.



Pescaria no atlântico em 1974 -

Nota – As imagens do vídeo, além de serem poucas, têm muita pouca qualidade. Foram captadas de um filme “super8” que tem mais de 30 anos. Das pessoas que participaram nesta “aventura”, lembro-me do Veiga e do Felizardo visíveis nas imagens. Parece-me que está também o Agostinho, nosso colega, e o tio do Felizardo; das outras pessoas não me lembro. Obviamente que também lá estava eu, que apesar de enjoado, ainda consegui filmar estas poucas imagens, que serviram de tema a esta pequena história.

Taxas no multibanco?

Recebi um e-mail do Borges Lopes enviando-me notícia de uma petição que visa protestar junto da Banca contra a sua intenção de passar a cobrar um taxa – 1,5 euros – nos levantamentos feitos no Multibanco.
Escrever sobre esta matéria numa página de bancários é, naturalmente, correr o risco de ser-se olhado com desdém.
Pois que o seja, mas isso não me retira, como cidadão e cliente, o direito a pronunciar-me.
Nos últimos tempos, e de quando em vez, a notícia sobre cobrança de uma taxa de utilização do Multibanco tem sido posta a circular com regularidade e mais tarde ou mais cedo “vamos levar com ela”. Tanto mais cedo quanto a Banca está a ser, finalmente, pressionada para a não adopção de práticas concertadas e de cartel.
Para além de sabermos se o preço a cobrar é ou não justo (e cabe desde logo dizer-se que 1,5 euros é caro p'ra caraças!) coloca-se a questão prévia de sabermos se a mesma taxa é sequer aceitável. E eu sou dos que acham que não por duas ordens de razões: primeiro porque o recurso de cada um de nós ao Multibanco permite aos bancos libertar mão-de-obra e outros custos associados às operações assim realizadas; segundo porque a captação de depósitos pela Banca, que como sabemos é a base da sua capacidade de concessão de crédito, não pode deixar de criar a obrigação de proceder a entrega dos montantes depositados aos clientes quando e como estes desejarem, isto é ao balcão e pelos montantes pretendidos.
Ou seja o meu Banco tem o dever de me devolver o dinheiro depositado (pelo qual me paga juros – quando paga! – a taxa significativamente reduzida em relação ao que cobra de quem recorre ao crédito.
E quando foi introduzido o sistema Multibanco os objectivos foram mais os de libertar mão-de-obra do que os de prestar um melhor serviço aos clientes.
Sabemos que está a decorrer uma campanha de recolha de assinaturas para protestar contra a imposição destas taxas. Mas mais do que isso, o que seria de enorme impacto e provaria à evidência o interesse dos Bancos no sistema Multibanco era uma “greve” nacional no recurso às caixas multibanco, entupindo os respectivos balcões. E dois dias bastariam!
Nos últimos anos a Banca não tem parado na aplicação de taxas e mais taxas, comissões e mais comissões. Cobra-nos os preços que muito bem entende e que temos sempre a sensação de que estão muito para além do razoável. Veja-se o que se passa, por exemplo, com os portes de correio ou com a consulta on-line a um cheque movimentado nas nossas contas.
Ao mesmo tempo, e como recentemente foi salientado, o ajustamento das taxas de juros nas operações passivas faz-se tardiamente em comparação como que se passa nas operações activas.
Assim não surpreende que em cada ano e com a economia em crise, os lucros da Banca cresçam a taxas nunca vistas.

Estudante-trabalhador? Ou trabalhador-estudante (2)


No meu anterior “post” com o título acima, e onde relatei um pouco do que era o trabalho no BCA, terminei com a seguinte afirmação: Naquele tempo, na verdade ainda não havia Estudantes-trabalhadores. Eu e outros colegas éramos, Trabalhadores-estudantes!

Esta minha afirmação deixou, desde logo, em aberto a oportunidade de voltar a escrever sobre o assunto, como se deduz da numeração do próprio título.
Na minha vida profissional já depois do regresso a Portugal, tive muitas vezes que autorizar “ausências ao serviço” de estudantes-trabalhadores ao abrigo de legislação que lhes conferia tais direitos. E muitas vezes me pus a mim próprio a questão de saber se se trata de estudantes-trabalhadores ou trabalhadores-estudantes. Ou seja, qual a sua principal qualidade: a de estudante ou a de trabalhador?
Bem sabemos como é importante a formação académica e por isso, devo dizer desde já que sempre fui acérrimo apoiante dos muitos colaboradores que tive e que eram estudantes-trabalhadores, como na verdade são tratados na legislação e na literatura.
E a muitos não deixei de estimular para que nunca desistissem. Mas sempre procurei estar atento a eventuais meros pretextos para mais uma “falta justificada ao serviço”.

Passo a relatar agora mais um episódio dos meus tempos de “trabalhador-estudante” ao serviço do ex-BCA.
Quando acabei o meu Curso Geral do Comércio, tinha já 19 anos. Com efeito, após a 4ª Classe e como acontecia com muitas das crianças daquele tempo, deixei de estudar aos 10 anos. Aos treze anos, fui para Angola (onde estava meu pai e meu irmão mais velho) e foi aí que retomei os estudos, começando por frequentar em Janeiro de 1958 o Colégio Académico, na Rua de Silva Porto - Bairro do Café (cuja proprietária e directora era uma excelente senhora a quem tratávamos por D. Angélica) para me preparar para o exame de admissão ao Ciclo Preparatório da Escola Industrial de Luanda.
Acabado o Curso Geral do Comércio prossegui os estudos que me iriam permitir ingressar no Curso de Economia da Universidade do Porto em 1966. Assim, durante três anos trabalhava e estudava à noite.
Foi então que um dia, nas vésperas de mais um exame, me dirigi ao meu chefe de secção, pedindo para me dispensar no dia seguinte.
A resposta não se fez esperar: não podia ser dispensado…mas ser-me-ia permitido sair uma ou duas horas mais cedo!
Como se fossem aquelas duas horas a solução para o meu problema?! Problema que na verdade era mais de receio, expectativa e angústia perante uma nova “prova de exame” do que o de ignorância da matéria. Mas, como sabemos, pensamos sempre que nunca sabemos a matéria!... E pior ainda quando o tempo para estudar no dia-a-dia era pouco!
Perante a resposta que me foi dada, no dia seguinte (dia do exame) compareci no meu posto de trabalho e, pura e simplesmente, saí à mesma hora de todos os dias (creio que era às 17 horas, de acordo com o horário normal).
O exame correu felizmente bem mas…no dia seguinte, por vingança, faltei ao serviço! Estava doente (!) de acordo com o telefonema que minha tia (que Deus tenha em eterno descanso) fez para o Banco.
E quando regressei ao trabalho, creio que com alguma ironia, me foi perguntado pelo chefe se estava melhor. Limitei-me a responder afirmativamente.
Era assim, a vida de um trabalhador-estudante no BCA. Mas, sem vaidade, posso afirmar que não deixava de ser um trabalhador dedicado. E apesar destes episódios (e talvez por causa deles), como sabem os ex-colegas, e como aqui já afirmei, estabeleceu-se entre mim e o Senhor A. Fernandes uma sincera e grande amizade que ainda hoje perdura.
Eram na verdade outros tempos!

Ao colega j.pedro

Apenas uma resposta

Fui alertado para um "comentário" ao meu post sob o título "Cobra? Quais cobra?!...
Venho responder, por esta via e por não ter outra forma de o fazer, ao pedido que me foi feito por j. pedro e peço que me informe quando ler esta resposta.
Se, como me pediu,pretende compar o livro de Joaquim Serra, poderá contactar com o autor através do mail: joaquimdelisboa@yahoo.com.

Um abraço.

PS: se tiver dúvidas ou quiser outro esclarecimento pode contactar-me para ateixeirinha@netcabo.pt. Devo esclarecer que não tenho quaisquer interesses nas vendas do livro nem conheço pessoalmente o autor, mas acho que o livro se lê com agrado e nos recoduz a situações que nos são comuns de vivência em Angola.

Ao Borges Lopes peço que, daqui a alguns dias retire este post dado o seu interesse restricto e pressupondo que o colega j.pedro já então o terá lido

sábado, 13 de janeiro de 2007

ANTÓNIO AUGUSTO BORGES LOPES-09/01/2007

Rectifico que a data de aniversário do Borges Lopes, foi em 9 de Janeiro, apesar de ter pedido a Jr. para me conseguir saber ao certo, por lapso informou-me que era a 13. As minhas desculpas e mais uma vez os Parabéns atrasados.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ANTONIO AUGUSTO BORGES LOPES - 09/01/2007

PARABÉNS A VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA.

Neste dia, desculpando a inconfidência, a Ilda e o Luis Simões, o Luis Jr. (Zoca) e a Rute, desejam-te um dia muito feliz em companhia de todos os que te são queridos, especialmente a Alice. Que tenhas tudo de bom na vida, como mereces, e que não esqueças quem sempre se lembra de ti. Muito obrigado por toda a ajuda que nos tens dado, a mim a nível do PC, e ao Luis Jr.(Zoca), porque, desde que o conheceste , não só tens sido cliente assíduo como lhe tens apresentado outros clientes teus Amigos, e diz o ditado "quem nossos filhos beija, nossa boca adoça".

Para ti hoje (13.1.2007), que o almoço corra muito bem e seja do teu agrado. De nós mil beijinhos de Parabéns.

Convite para participar no nosso Blogue





Todos os "ex-BCA's" (Angola, Moçambique, Lisboa, Macau e S. Tomé) estão convidados a participar neste BLOG através de comentários, como habitualmente.

Quem pretender introduzir os seus próprios artigos (colaborador ) deverá manifestá-lo por e-mail, para (aborgeslopes@gmail.com) . Neste caso, também por e-mail, receberá o respectivo "Convite".

Também poderá enviar artigos e/ou fotos, via email, a um dos "colaboradores" que, referenciando o seu autor, efectuará a respectiva publicação.

Abraço a Todos
Borges Lopes

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

BREVE COMENTÁRIO

Janeiro, primeiro mês do ano. Normalmente é neste mês que todas as actividades se debruçam mais no activo e menos no passivo. Pela experiência profissional que tive, é nesta época que se marcam as metas para alcançar os objectivos. Quase sempre marcantes por aumentar o volume em relação ao ano que findou. Sempre e sem raríssimas excepções somos confrontados com o eterno problema mais e sempre mais. E tem razão o que aposta nesta teoria, senão vejamos: é em anos de fartura que mais se deve trabalhar, mas também é em anos menos bons que também se deve fazer o mesmo e é aqui que aparece a fábula da cigarra e da formiga.

Não me parece saudável começar com dúvidas, tão pouco com fantasias. O que é saudável é confiarmos na nossa intuição, na nossa experiência, no nosso brio e aqui fazer finca-pé e remar, remar, remar, nem que seja contra a maré. O ano que agora começa é jovem, está cheio de saúde, devemos ter esperança e marcar os nossos objectivos. Maio é o nosso mês, mas não é o fim de carreira, outros Maios ou Agostos se seguirão, todos eles com objectivos muito comuns a todos nós.

E qual é o nosso principal objectivo meus amigos. Para mim é viver, um dia de cada vez e o melhor possível, mas para o viver bem devo ter confiança em quem? Com certeza que em mim, sempre em mim e naqueles em quem eu confio e amo.

Deixo-vos um desafio, gostem de vós, cumprimentem-se quando olham no espelho, normalmente a primeira pessoa que vemos quando nos levantamos somos nós, não damos grande importância a isso, mas deveríamos dar. Colaboremos uns com os outros, troquemos ideias, participemos nos projectos de quem nos apoia. Não nos esqueçamos nunca de que somos muito pequenos quando estamos sós.

Um abraço meus amigos.


A coragem do dedo na ferida...

Alguém terá de o fazer e quem melhor do que eu, sempre polémica, para dizer o que penso!

Registo, com alguma tristeza, que o Blogue dos Ex-BCA já não tem a mesma vida, a inércia é notória e a tal dinamização, apesar do incansável esforço do Borges Lopes, teima em não existir.

Tento, conscientemente, encontrar motivos para que o desinteresse se tenha instalado.

Não restam dúvidas que o “saldo”, para utilizar o termo da actividade de uma vida inteira, é positivo e esse saldo é a nossa amizade que será sempre bandeira nos momentos em que estivermos juntos .

No entanto, apesar da carga positiva, a verdade é que as conversas entre as pessoas são feitas de sentimentos ou situações comuns, vividos antes ou depois do BCA, de lugares ou acontecimentos que, de algum modo, dizem respeito aos intervenientes dessas conversas e parece-me que os nossos lugares comuns esgotaram-se...

Talvez o facto de nos termos separado e as nossas vidas terem seguido rumos diferentes, com novas vivências, novos objectivos e outras preocupações, seja a causa principal deste vazio num espaço que se previa tão animado.

Haverá soluções, com certeza, mas é preciso que o desafio seja assumido por cada um de nós, não só pelos que contribuem mas também pelos autores dos comentários.

Às vezes é bom parar, mas que seja para pensar, para descobrir o que falta e para fazer o que é preciso!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

COISAS DE ANGOLA (7)

O mercado de selos, na capital do país, é completamente dominado pelo sector informal. Na reportagem que se segue, o Jornal de Angola procura, de algum modo, mostrar como funciona o negócio dos selos. Um mercado, segundo as fontes contactadas pelo JA, lucrativo, mas que não deixa de ter o seu lado misterioso, porque, salvo raras excepções, ninguém dá a cara.





COMÉRCIO INFORMAL DOMINA A VENDA DE SELOS EM LUANDA.



Graciete Mayer





Cristina Adelaide, 23 anos, dirige-se ao Serviço Notarial, situado na Marginal de Luanda. O seu objectivo é reconhecer a declaração de compra e venda de um automóvel de marca Peugeot recentemente adquirido. Com o documento à mão, pára à entrada e, pouco depois, é interpelada por cinco jovens. "Madrinha que tipo de selos precisa?", perguntam quase em uníssono os cinco jovens, na perspectiva de buscar alguns trocados.
"Preciso de três selos de cinco kwanzas", respondeu a jovem Cristina, ao que o mais rápido dos cinco jovens se prontificou fornecer sem antes deixar de lembrar que "cada selo de 5 kwanzas custa 50 kwanzas".
Cristina Adelaide, certamente conhecedora do esquema, não titubeou e estendeu os 150 kwanzas para os três selos de cinco kwanzas que necessitava para o processo de legalização da viatura que adquirira recentemente.
Feito o "negócio", dirigiu-se de imediato para o Cartório Notarial.
O processo repete-se. São mais de 15 jovens que diariamente interpelam cidadãos que ali se deslocam para reconhecer documentos. Um deles é o jovem que se identificou apenas por Tozé, de 25 anos. Conta que começou a vender selos há mais de quatro anos, influenciado pelo primo. Diz, entretanto, que no princípio achou que o "negócio" dos selos não ia dar nada, pelo facto de na altura se registar pouca procura.
Hoje, porém, diz que a situação é outra. O negócio é a sua fonte de sustento. Tozé adquire os selos a partir de um jovem que todos os dias de manhã, às 8 horas, e, à tarde, às 14 horas, passa pela marginal de Luanda. Diz que o indivíduo, cujo nome preferiu omitir, é pontual. Normalmente apresenta-se de maneira dissimulada, como se fosse mais alguém que pretende reconhecer um documento.
Com um envelope, no qual transporta uma grande quantidade de selos, é o principal fornecedor de todos os revendedores da Marginal de Luanda.
Pacientes, esperamos até à chegada do misterioso fornecedor de selos. Às 14 horas em ponto lá estava o homem. Interpelado pela nossa reportagem, o "homem dos selos" disse que os revendedores pagam por 50 selos de cinco kwanzas a quantia de mil kwanzas. Trocado por miúdos, os revendedores pagam-lhe 20 kwanzas por cada selo de cinco.
Onde é que vai buscar tantos selos?, quisemos saber, mas o homem, conhecedor da célebre frase de que o segredo é a alma do negócio, foi logo respondendo: "são fontes e eu não posso dizer, madrinha!", para depois subir numa moto e arrancar a toda velocidade.
Em pouco menos de dez minutos, o homem vendeu mais de dez lâminas de selos. Para o leitor ter uma percepção do quão rentável é o negócio, basta dizer que cada lâmina tem o formato de uma folha A4.
Tozé, o nosso cicerone de ocasião, diz, também ele, desconhecer a fonte primária de aquisição dos selos, mas aventa a hipótese de ser alguém do Ministério das Finanças. "Ele vende-nos todo o tipo de selos, principalmente o de cinco kwanzas. Normalmente, o jovem da moto vem sempre de forma camuflada, para não dar nas vistas, o que faz pensar que tem alguém no Ministério das Finanças", refere.
O revendedor de selos acrescenta que existem outras fontes de aquisição, como são os casos do mercado Roque Santeiro, São Paulo, algumas tabacarias, localizadas nas imediações do Ministério das Finanças, que por razões óbvias preferiu não mencionar, e até mesmo algumas Repartições Fiscais de Luanda e de Viana. Diz quem conhece o "metier" que algumas tabacarias da Baixa de Luanda são autênticos serviços notariais, em que o cidadão interessado em tratar qualquer que seja o documento, desde registos criminais a atestados médicos, só tem de largar a quantia exigida. No dia seguinte ou, no máximo, em três dias, o documento chega-lhe de certeza às mãos. Este é também um verdadeiro negócio das arábias.
Mas, voltando ao negócio dos selos, outro estratagema utilizado para adquiri-los em grandes quantidades nas Repartições Fiscais consiste no "trato" com pessoas que trabalham em grandes empresas e que lidam com esse sector público. "Normalmente fazem uma declaração com o objectivo de comprar uma grande quantidade de selos para depois os revenderem ao preço de 900 a 1000 kwanzas aos putos da Marginal e de outros locais de Luanda", disse uma fonte ao "JA".
Há tempos, prosseguiu a fonte, fez um negócio com um jovem trabalhador da Sonangol, que elaborou um pedido para a compra de dez lâminas de selos ao preço de 250 kwanzas cada e foram revendidos ao preço de mil kwanzas. E aponta como principais instituições que efectuam tais operações as do município de Viana e a Repartição Fiscal do 3º Bairro de Luanda.
Conta que são operações muito melindrosas, que em alguns casos envolvem trabalhadores destas repartições fiscais, que, como é evidente, também tiram os seus dividendos. "A vida está difícil para todos, cada um come onde trabalha", disse sorridente.
Uma outra fonte de aquisição de selos é a província do Uíje. O jovem Eduardo Noé, 22 anos, diz que tem comprado a partir de uma senhora que vem do Uíje e traz em média 30 a 40 lâminas de vários tipos de selos de oito em oito dias. Ela vende cada lâmina ao preço de mil kwanzas.
Eduardo Noé, que vende selos há mais de dois anos à frente do Primeiro Cartório Notarial de Luanda, tem lucrado 1.500 kwanzas com a venda de 50 selos de cinco kwanzas.
Diariamente pode chegar a vender uma ou mais lâminas. Tudo depende, também, da localização dos estabelecimentos públicos e do período de matrículas nas escolas, sendo este mês de Janeiro o tempo em que se factura à grande e à francesa.
Actualmente, os selos mais solicitados são os de 5 kwanzas. Os restantes, nomeadamente de 1 kwanza, que por norma era o usual e foi substituído pelo de cinco, tem muito pouca procura. Os de 20, 30 e 50 kwanzas também são pouco procurados.
Além de jovens do sexo masculino, algumas kínguilas optaram igualmente por este negócio, pelo facto de estar a dar muito mais lucros do que vender e comprar dólares. E também por ser mais seguro. Dificilmente os revendedores de selos são importunados pelos ladrões e, muito menos, pelos fiscais, porque é um negócio fácil de camuflar.
Diz quem sabe que vender selos à frente dos notários "é que está a dar".
É o caso de Dona Joaquina, 53 anos, que era kínguila há mais de 10 anos, mas que decidiu enveredar por este negócio, "porque é que está a dar o sustento lá em casa". Diz que o câmbio já deu, mas hoje, estabilizada que está a moeda nacional, o kwanza, "não dá para viver". Ela compra os selos no mercado Roque Santeiro e na Repartição Fiscal de Viana.
Numa ronda efectuada aos Serviços Notariais, Registo Civil, tabacarias, Repartições Fiscais e até mesmo em algumas escolas de Luanda, Jornal de Angola deu conta de uma gritante falta de selos para o reconhecimento de documentos.
Alguns inquiridos alegaram que têm dificuldades financeiras para a sua aquisição. Outros, muito poucos, indicaram que tinham apenas selos de 20, 30 e de 50 kwanzas, enquanto os de cinco kwanzas adquiriam-nos, também eles, na rua, ao preço de 50 kwanzas.
Por isso, muitos são os cidadãos que até hoje desconhecem os locais autorizados a comercializar estampilhas fiscais (selos). Este é o caso de C. André, 23 anos, que diz que há mais de quatro anos que vem comprando selos nas proximidades dos Serviços Notariais de Luanda.
Ele não se lembra de ter alguma vez comprado selos nessas instituições. A informação que sempre recebeu é que deveria adquiri-los fora. Já Eduardo Ambrósio, 40 anos, funcionário público, lembra que antigamente os selos eram comprados nas tabacarias e nos Serviços de Registo Civil.
"Agora nós vamos para estas instituições e quase nunca encontramos selos"", refere, apelando a quem de direito no sentido de normalizar a situação.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Onde estão os Ex-BCA's ?


Resolvemos incluir no nosso blog, um inquérito, para sabermos onde “param” actualmente os Ex-BCA’s.

Esta sondagem não tem outra finalidade senão a do aspecto lúdico e da satisfação da nossa curiosidade.


Poderá, no entanto contribuir para a decisão da escolha dos locais de encontro para os nossos convívios. Porque não fazê-lo já para o encontro que se realizará em Maio deste ano?

Participe, e colabore, respondendo.

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