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domingo, 26 de agosto de 2007

GARE MARÍTIMA - LUANDA-BCA

Como todos ou quase todos sabem, o BCA, orgulhava-se de ser o primeiro Banco Comercial implantado em território Angolano. Para isso, além da s/1ª. Sede, orgulhava-se também muito
da s/Sede Social, implantada, anos mais tarde, num edifício de s/propriedade e que era nos anos setenta o mais alto Edificio da Capital de Angola (20 andares). Fez entâo e progressivamente a
sua expansão, quer a nível de Agências, noutras cidades, quer a nível de Dependências, dentro de Luanda, a fim de melhor servir a população. Pois bem, após esta introdução, vou relembrar-
-vos a n/Dependência da Gare Maritíma, inaugurada em 27 de Julho de 1970.
Se pensam que isto é apenas fruto da minha memória, pois desenganem-se. É fruto do meu querer e da colaboração do n/Amigo e Colega António Abrantes Castanheira, que me forneceu a foto, me indicou a data de inauguração daquela Dependência e também os nomes dos Colegas, que estão na foto e que também são bem conhecidos por mim.
Espero que gostem de relembrar, mais esta relíquia do BCA.






Na foto- Dentro das instalações os n/Colegas Alda e Fernando Serra.
Na parte de fora o Celestino de Jesus Baptista e o Luis Bastos Teixeira da
Mota ( este último totalmente de costas).

domingo, 22 de abril de 2007

O ecletismo do Grupo Desportivo do ex-BCA

VOLEIBOL

Por este blogue passaram já várias referências e fotos alusivas à actividade do Grupo Desportivo e Cultural do ex-BCA. O tema não esgotou e merecerá outros contributos.

Se a primazia do tema foi até aqui compreensivelmente polarizado no hóquei em patins ( pelos êxitos e talentos dos seus atletas ), o voleibol, basquetebol, futebol de salão, andebol, xadrez, bridge, automobilismo…até o tiro ao alvo foram modalidades com alguma expressão no panorama desportivo angolano, para além de iniciativas culturais que faziam jus ao estatuto do Grupo.

Hoje, falo da minha dama ( não é essa, Amigos ! ): o
VOLEIBOL.

Crónica campeã dos campeonatos regionais e provinciais ( então chamados de “corporativos” ), manteve durante anos completa supremacia, vencendo ainda o único Angola-Moçambique dos anos 70 e participando em diversos torneios para os quais era comumente convidada. Não só em Luanda, como no Uíge, Huambo, Lobito, Cabinda, etc. deu a nossa equipa indesmentível contributo para o ressurgimento e expansão do voleibol angolano.

Honra-me ter sido jogador-treinador dessa equipa, de 1970 a 1975, nela pontificando o Zézé, Baganha, J. Freitas, Chilocas, Branco, Pereira, J. Capon, Anapaz ( sempre vens ao nosso Convívio ? ), Altamiro, Zé Vale e outros mais, com seccionistas dedicados como o saudoso Hélder Galaz.

Quantas taças e medalhas, quanto desporto pelo desporto !

Ficam as recordações ainda das ceias pós-treinos e jogos, das assistências ( sobretudo as femininas ), dos estágios divertidos e também do carinho dispensado à equipa pela Administração do Banco e pela Direcção do Grupo Desportivo.

É altura, aqui chegado, de “passar a bola” ao António Borges Lopes, para “rematar” este texto com um “bloco” fotográfico, que ainda conservo na “rede” de uma velha mala.

Vamos aproveitar o nosso grande Convívio de 19 de Maio e combinar um encontro da “velha guarda” para data sucedânea ? Desafia-vos o


Luís Teixeira da Mota



segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Caixa de diálogo (3) - AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Prólogo

Depois de lerem ontem a Caixa de diálogo (2), não resisto a contar-vos, neste primeiro sorriso de 2007 – como diz a Severa – uma segunda historieta, com o mesmo palco (BCA), feita constar no tal livrinho destinado a estudantes de Relações Públicas.
Esta, como a primeira, contada em estilo divertido, fez parte de um “processo de aprendizagem” – lembrado pelo Teixeirinha – por que todos passámos e que conduziu a estádios de competência…porque tínhamos a humildade de aprender, a vontade de corrigir e o apego aos valores da imagem institucional. Com todo o respeito pela figura e pelo seu apostolado marcante, sorriam, pois, com

AS “SAIAS” DO ARCEBISPO

Início dos anos setenta. No 20º. andar do Edifício-sede de um Banco em Angola – com uma leitura fantástica de quase 360º sobre a linda cidade de Luanda – tem lugar um jantar de cerimónia com as mais altas Autoridades locais. Convites extensivos às Senhoras.

O número e a qualidade dos convidados permitia um belo e equilibrado plano de mesa, com total obediência às regras protocolares, dado que possibilitava ao organizador – jovem técnico de R.P. a debutar nestas lides – intercalar Cavalheiros e Senhoras, com o especial cuidado de não juntar os casais.

Presenças confirmadas. Sala requintada. Serviço recomendado. Ambiente formal, mas de grande cordialidade.

E o imprevisto acontece: no último minuto, com os convidados prestes a ocupar os lugares marcados, o organizador é avisado de que faltava uma das Senhoras. Este vosso amigo segue a regra nº 1 de um técnico do protocolo: não entrar em pânico. E, num rasgo de audácia, em breves segundos, troca 2 marcadores de mesa e faz avançar delicadamente para o lugar da Senhora faltosa…o Arcebispo. Distraído ou por sua infinita bondade, Sua Excelência Reverendíssima ocupa humildemente o lugar que lhe destinei e, no final do jantar, não se esqueceu de agradecer ao anfitrião e aos companheiros de mesa as deferências recebidas, sem esquecer um cumprimento especial aos cavalheiros que o rodearam.

O último dos convidados a sair do salão, meu amigo pessoal e militar de profissão conhecido pelo sentido de humor e fidalgas maneiras, abeira-se do jovem organizador e segreda-lhe, com ar maroto e paternal: “Esteve tudo muito bem…mas lá porque o Arcebispo usa “saias” não convém pô-lo no lugar de uma Senhora…”

Esta foi para o debutante organizador a 1ª. lição prática de Protocolo Empresarial. E Deus por certo já lhe perdoou a ousadia.

Luís Teixeira da Mota

domingo, 31 de dezembro de 2006

Caixa de Diálogo (2) - O Selo Branco Voador

Aviso prévio

A “Caixa de diálogo” assume desta feita a particularidade de um diálogo surdo entre o homem e a máquina, a um tempo insólito e divertido como convém a uma Passagem de Ano.

Recortei esta historieta, passada no BCA em 1970, de uma série de pequenas crónicas que, em tempos pouco recuados, escrevi a convite de um professor do Instituto Superior de Comunicação Empresarial – convite esse extensivo aos mais antigos profissionais de Relações Públicas do País – reportando extractos da minha vida empresarial que contivessem um fim pedagógico para os seus alunos.

Assim, para me situar perante leitores-estudantes, arredei um estilo sério e pseudo-magistral, conferindo ao texto um tom aligeirado e bem- humorado, apontado a uma máxima final com o “tal” sentido pedagógico.


Atentem, pois na história ( com fotografia a preceito ) em versão original e, com ela, subam por instantes ao 1º. Andar do Edifício-Sede do BCA, melhor dizendo à ampla e bonita sobreloja que abraçava o imenso hall das nossas memórias.

O SELO BRANCO VOADOR

A cena passa-se em Luanda, no salão nobre de um Banco. Um dúzia de dirigentes à volta da mesa, com ar formal e pose fotogénica, prepara-se para assinar importantes documentos, caucionadores de um convénio e da extensão das actividades financeiras ao exterior.

Este vosso amigo, jovem de vinte e tal anos, recém-formado nas lides das Relações Públicas, assiste, entre curioso e atento aos pormenores, convicto de que estava ali exactamente para resolver qualquer problema.

O documento-matriz circula, para recolha de assinaturas, entre os principais dirigentes e finaliza o circuito nas mãos do Vice-Presidente, que ocasionalmente tinha a seu lado o notário, o selo branco da instituição e, mais atrás, o jovem e atento R.P.
.
Simpaticamente ( ou desconfiado da operacionalidade do objecto ), olha-me e incita-me a autenticar o documento, concedendo-me o alto privilégio de accionar o martelo-pilão da máquina burocrática.

Usei de alguma força, é verdade, pois o documento merecia um belo selo, mas desconfio que exagerei um pouco, pois o “bicho” reagiu mal à pancada e deu um salto na mesa que ia atingindo o nariz do assustado dirigente.

Sem experiência na manipulação daquele tipo de máquinas, omitira o essencial: com uma das mãos deve segurar-se a base do aparelho e com a outra acciona-se o batente com uma pancada seca.

O meu ar comprometido de menino traquinas fez sorrir paternalmente os assistentes, porventura desconfiados de que o meu curso não incluira aulas práticas com selos brancos e objectos quejandos. Os mais compreensivos terão mesmo pensado: “Temos homem ! Energia não lhe falta…”

Nunca mais toquei num selo branco, que passei a considerar instrumento de tortura voador, a merecer repousar em qualquer museu de horrores.

Resta concluir, avisando os meus confrades: desconfiem das máquinas e dos seus efeitos colaterais; experimentem-nas dez vezes, de preferência em lugar discreto, antes de as usarem em actos públicos.

Luís Teixeira da Mota

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Informática no BCA - Um Centro de Inovação

Recorremos ao ano de 1968, em que iniciámos a actividade informática, com um computador de pequeno porte, o IBM 1401, (imagem à esquerda - no Centro BCA) com 2 ou 4K de memória (?!), computador dito da segunda geração e cujo suporte de entrada e saída era o cartão perfurado.

Dois anos após, as necessidades de crescimento levaram à mudança para um IBM 360/25, este já chamado da terceira geração. O termo “360” foi escolhido, pela IBM, para enfatizar a natureza versátil do computador, que cobria um raio de 360º nas aplicações de gestão. De médio porte, com circuitos integrados (imagem à direita) e multi-programação, com periféricos magnéticos e com leitor de fita perfurada. Foi, então, a escolha acertada, como viria a revelar-se no futuro, e para a qual eu me orgulho de ter contribuído.

Integrámos praticamente todas as dependências e agências na Informática central, através da fita de papel perfurada. Aqui, há que relevar a grande colaboração e participação das pessoas que programavam e instalavam as máquinas de lançamentos, ( NCR32 e Burroughs imagem à esquerda), Lembro-me em particular, do José Rodrigues Martins.

Iniciámos uma prática, penso que, pioneira em todo o Portugal - a produção de extractos de conta, mensais e/ou trimestrais, com cálculo e crédito de juros trimestrais.

Desenvolvemos trabalho também na óptica de servir o cliente, nomeadamente com as demonstrações das contas C/Caucionadas e Ab/s/Letras, com apresentação mensal, em papel, do cálculos dos referidos números (positivos e negativos) e juros.

Informatizámos quase tudo o que era passível de informatização, com o equipamento disponível. Depois, apareciam aquelas situações pontuais, que nos davam grande “gozo”, como por exemplo, o processamento informático do nosso Rallye.

À semelhança de Babbage que tinha invenções mas que não tinha máquinas em que as pudesse por em prática (The Babbage Difference Engine- imagem à direita), ousámos meter ombros a uma tarefa ciclópica para o tempo.

Preconizei a utilização de uma “base de dados”. Tratava-se de produzir, a pedido, a impressão de uma folha de papel, com toda a posição do cliente, tipo carimbo que era aposto nas propostas de desconto de letras: Saldos (D.O. +PA +DP+CCC + CC/CAbS/L + LD+LC) e outras informações complementares e disponíveis para “ajuda” a decisões rápidas da gestão. Só que este sistema demorava cerca de 6 horas a produzir os resultados finais o que era incompatível com o nosso tempo de utilização de computador. Hoje, com os novos computadores, com velocidades de processamento impensáveis, com bases de dados e multi-processamento, e funcionamento on-line, seria “canja”, como se costuma dizer.

Podemos afirmar, que, ao longo do tempo de existência da Informática, tivemos períodos em que ultrapassámos de longe, ao tempo e comparativamente, a “casa mãe”, ou seja o próprio BPA, graças à boa equipa que éramos, coesa, voltada para a inovação, sempre na linha da frente. Contribuiu para isso, também, a visão que a direcção e administração do BCA tinha sobre o futuro, através do apetrechamento do Serviço com equipamentos necessários às realidades, mas sobretudo da valorização do seu pessoal, pela frequência de cursos de formação e de estágios em Portugal (BPA) e na África do Sul (Barclays Bank e IBM)., dos quais eu, particularmente, beneficiei.

A este período áureo, de grande expansão, sucedeu o declínio e a estagnação. Independentemente da sequência dos acontecimentos de 1974, veio ao de cima a tal máxima: “ O óptimo é inimigo do bom”! Alterou-se o que não se devia… e foi o fim. Esta fase, não me deixa saudades.

Resta-me a lembrança dos velhos tempos, de integrar uma óptima equipa, dos amigos, da possibilidade de pôr em prática a criatividade, da profissionalização e da experiência adquirida. Com este “know-how”, e, já agora, enriquecido também pela cultura BCA, adquirida nesta passagem por Angola, não foi difícil, de regresso a Portugal, de imediato, dar aulas de informática e entrar, por anúncio, numa grande empresa multinacional, na qual permaneci durante 25 anos, e de onde me reformei recentemente como responsável pela área da Informática.

Das pessoas, recordo algumas, que nunca mais voltei a ver, com bastante saudade. O Vieira, do gabinete de desenho; o Pereira da Silva, técnico dos elevadores e da electrónica das TV’s; pessoal das Relações Públicas; alguns dos envolvidos no Grupo Desportivo (onde cheguei a ser dirigente) e nas Festas de Natal; o pessoal do Rallye; a equipa de ténis de mesa; a equipa do hóquei, em particular o Cruzeiro, (ainda meu colega em Lisboa, antes de ir para Angola); em resumo, todos os ex-BCA’s em geral, mas sobretudo e em particular a minha equipa da informática.

Bem Hajam Todos

BL

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Caixa de Diálogo (1)

DA “CULTURA BCA” À… “FLEXIGURANÇA”


Abro esta “Caixa de Diálogo”, em formato digital, usando livremente o espaço do nosso blogue (definitivamente, passo a aportuguesar a palavra).

“Caixa de diálogo” passará a ser o designativo das minhas intervenções escritas mais reflexivas, ao sabor da inspiração, da convicção e da oportunidade. Sem outra preocupação senão a de fazer pontes entre o passado e o presente, alinhando factos, pessoas e valores que possam, a um tempo, reavivar a nossa juventude física e projectar no futuro conceitos e modos de estar distintos.

Hoje, apetece-me (insolente este termo…não vos parece? Pois é a palavra que, em liberdade de expressão, traduz o cerimonioso “permitam-me”) rebuscar no escaninho da memória algo que serviu de suporte permanente a uma postura empresarial, plena de identidade própria: a cultura BCA.

Foi esta cultura um verdadeiro axioma de vida de toda a actuação do BCA, desde a sua fundação (em 1958) e que teve, como pilar genético, o Banco Português do Atlântico, verdadeiro alfobre de gerações de bancários, dos quais alguns – muito poucos – foram destacados para Angola, munidos das suas convicções e padrões de comportamento.

E se um “chefe” é – no dizer do escritor Paul Valery – uma pessoa que precisa dos outros” , foram aqueles pioneiros capazes de se rodearem de Colaboradores que rapidamente souberam, já numa dimensão colectiva, intuir um conjunto de regras de funcionamento, de sinais e de símbolos, basilares na sustentação da imagem institucional, até 1975.

Assim nos identificámos naturalmente, uns com os outros e todos com o Banco, porque a cultura nasce do interior das Pessoas – dos chefes aos colaboradores.

Recorde-se a visão do Dr. Manoel Vinhas, principal mentor da obra que o Edifício-Sede representou dez anos mais tarde, ainda hoje verdadeiro ex-libris da cidade de Luanda. Depois, o dinamismo, o envolvimento e a criatividade das Pessoas que foram ocupando sete dos 20 andares que o Edifício comportava. Pessoas que não desdenhavam – antes, promoviam - a osmose do conhecimento, fazendo dos mais novos profissionais assumidos, com competências adquiridas no plasma da actividade diária. Em Luanda e por todo o país, já que o influxo da Cultura BCA não tinha limitações geográficas.

Primeiro banco privado a estabelecer-se em Angola, foi o BCA dinâmico fautor do desenvolvimento económico regional, criador de riqueza e mobilizador de vontades. Podemos, assim, orgulhar-nos da obra feita, que outros quase desfizeram, sem receio das vozes necrófagas de hoje, porque aquela foi transversal a décadas de progresso e deixou marcas na terra vermelha e nos espaços imensos do nosso labor tropical.

Alargámos a nossa presença a Moçambique, a S. Tomé, a Macau e os projectos já iam a caminho de Cabo Verde…A expansão era um produto da cultura BCA, qual mística que, por ser património imaterial, dispensava passaporte.

E foi no âmbito dessa cultura que a integração sócio-profissional ganhou estatuto gradualmente, a par de uma torrente de iniciativas sociais e desportivas, todas elas entusiasmantes, porque emergentes dos valores adquiridos. Os mais jovens e os mais aplicados acabaram por fazer a sua carreira na área comercial ou administrativa, conhecendo previamente todas as secções/serviços do Banco, com uma assistência profissional e social que não tinha paralelo noutras Organizações.

Quantos serviços e produtos lançados no mercado, fazendo crescer o Banco e, com ele, as nossas Terras de adopção! É bom saber que, em 1973, o BCA detinha 45% do crédito total outorgado em Angola. Está escrito.

Chamo, assim, à colação esta singularidade marcante da cultura BCA por uma razão última: o arco da vida não se fechou em 1975, pois foram esses princípios e esses valores que, já em Portugal, nos permitiram refazer a vida, educar os Filhos, abraçar novos projectos. Jamais desistir.

É interessante verificar que, numa avaliação recente feita por um conceituado consultor internacional, os valores culturais que perfilhámos há mais de 30 anos – envolvimento, qualidade, empenho nas causas e orgulho pela Instituição – persistem como referenciais primeiros e importantes factores do progresso económico e do desenvolvimento social.

Falemos agora do presente.

Reconheça-se que tais valores estão hoje em contra-ciclo com os arautos da chamada “globalização” e dos modelos importados, vg. a “flexigurança” que, a serem aplicados no País, conduzirão Portugal para o “núcleo dos países ricos…com gente mais pobre”, na lúcida opinião de um Prémio Nobel da Economia, que recentemente ouvi em Lisboa.

Chegado aqui, remeto-vos para um excerto de um prefácio que escrevi recentemente para um livro s/ Comunicação, editado por um jovem ex-Colaborador: “…a declinação do verbo flexibilizar parece ser uma ladainha colectiva e o pau-santo da virilidade económica das empresas. Esquecendo as Pessoas por onde tudo passa, seja a criatividade, a compreensão dos acontecimentos ou a capacidade de adaptação a novas situações”. E concluía com um grito de alerta: Tudo se faz, senhores pregoeiros da globalização, com as Pessoas !

Deixo aberta a “Caixa de diálogo” aos vossos comentários.

Por mim, continuo a “pensar o futuro”. Aos 67 anos. Sobrepondo a racionalidade dos juízos realistas à euforia irresponsável das pessoas gratuitas ou precipitadas, à embriaguez das grandes e sediças palavras vazias, ao sortilégio demagógico das atitudes ditadas por uma qualquer máquina de marketing, irritadiça à mínima contrariedade.

Julgo ter falado do passado, do presente e do futuro. De nós e do País.

Luís Teixeira da Mota

domingo, 5 de novembro de 2006

Várias equipas

Entre as várias equipas que colaboraram na realização de um dos melhores Ralies de Portugal, contava-se a equipa do Centro de Processamento de Dados do BCA. Nesta foto, em que efectuava uma sessão de testes de transmissão, estão presentes o Borges Lopes, o Felizardo, o Miguel e o Veiga.

Outros membros da equipa não aparecem na foto, em virtude de o trabalho ser feito por turnos, nomeadamente o António Martins e outros de que não recordo o nome. Lembro aqui também as senhoras que faziam a "recolha de dados", nomeadamente a Emília, a Isabel e a Nati.

Um abraço para Todos
Borges Lopes