terça-feira, 21 de novembro de 2006

Mais Lembranças... de um dos melhores Rallies de Portugal - o do BCA



Penso que o Rally de 1973 teve a sua concentração em Malange.
Mais uma vez e pela última no BCA, eu estive presente.
O Fiat era do Banco, atribuído ao Teixeira da Mota e gentilmente cedido ao repórter do Jornal "A Bola" que foi de propósito a Luanda fazer a cobertura da participação de António Carlos Oliveira, vencedor desta prova de reconhecido nível e organizada por gente altamente conhecedora.
Os incansáveis Borges Lopes, Teixeira da Mota, Guedes Ferreira, entre outros...
Lembro-me que foram duas noites sem dormir. No regresso, como não podia deixar de ser, numa pausa no Hotel do Dondo e a seguir a um belo banho, adormeci...
Acordei quando senti um coro de vozes à minha volta! Os meus acompanhantes cantavam... Depois disto , acham que eu, alguma vez, poderia esquecer o BCA?

3 comentários:

  1. Os Rallies do BCA...valem um capítulo no blog e talvez um outro no livro que eventualmente se extrairá do mesmo blog. Por agora, deixo só um pequeno rasto na "picada".
    A apresentação dos concorrentes, com partida frente ao Edifício-Sede, bancadas montadas para 2 000 assistentes e um podium imponente sob as arcadas, era uma grande operação de Comunicação e Imagem com reflexos positivos na dinâmica do BCA.Junte-se a esse espectáculo das partidas - repetido nas chegadas, mas então com fartas olheiras de cansaço - os desfiles de bugguies e dos últimos modelos de marca chegados ao mercado angolano. Ainda, e antes de tudo isso, as sessões de preparação do Rally, à noite no Grupo Desportivo, com o saudoso Rosado Ferreira, sábio e sabedor na matéria, a definir percursos através de reconhecimentos, distribuindo tarefas a Comissários e Cronometristas e...a ser acompanhado por uma bela jovem, sobrinha, que faiscava dos seus bonitos olhos verdes. Tinha o seu encanto e nós, por vezes, cronometrámos a insistência dos seus olhares demorados...desviando-nos do itinerário e excedendo-nos nas "classificativas".
    Depois, com o José Manuel Guedes Ferreira como Director do Rally, igualmente competente e muito apoiado por todos nós, garantiu a continuidade do evento até 1975 ( onde páras, meu malandro, que só te vejo em fotografia ? ), apenas com o defeito de não "requisitar" ao Rosado Ferreira a perturbante sobrinha...
    A prova garantia a todos, na Sede ou na estrada, duas a três noites sem dormir, com a minha grande-pequena equipa das RP a receber permanentemente dados do Centro Mecanográfico, dirigido pelo António Borges Lopes ( que acorria a todas e a todos, numa ajudinha extra-informática )e a passá-los para as Rádios, em directo, e para os Jornais e Revistas. Recordo ainda a Severa, a Mãe e a irmã, a trazerem-nos, madrugada alta, apetitosos bolinhos frescos, que amenizavam tempos de tensão.
    Eram tempos vividos a grande velocidade ! Que tal fazermos na manhã do nosso próximo Encontro um suave Rally-Paper, para recordarmos um pouco desses tempos ?

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  2. Teixeira da Mota,
    Acho a ideia do Rally-Paper fantástica!
    Pô-la em prática ía dar um gozo que "só visto"!
    Beijinhos.

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  3. Os rallies do BCA, foram muito vividos pelo meu pai, Joao Pereira da SIlva. Eu tinha 8 ou 9 anos quando o meu pai resolveu transformar o carro da familia, num monstro para o rally, hehehe nos batemos com a cabeca nos ferros vezes demais! Era um Subaru vermelho escuro com uma risca preta a frente! Abracos!

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